
O 1º de Maio de 2026 foi marcado por uma nova estratégia das centrais sindicais, que realizaram agendas descentralizadas pelo Brasil em celebração ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. A iniciativa, que teve como mote central a defesa do fim da escala 6×1, é considerada um sucesso por agregar mais pessoas no país em torno da pauta.
CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CSB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas e Pública – Central do Servidor foram responsáveis por agendas em todos os estados, independentemente do tamanho ou dos atrativos, priorizando a unidade em torno da defesa da classe trabalhadora.
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No caso da CTB, os principais atos aconteceram em São Paulo (SP); Manaus (AM); Salvador e Feira de Santana (BA); Brasília (DF); Goiânia (GO); Santa Rita do Sapucaí e Belo Horizonte (MG); Belém (PA); Recife (PE); Natal (RN); Aracaju (SE); Fortaleza (CE); São Luís (MA); Florianópolis (SC); e Rio de Janeiro (RJ).
O ato nacional, que reuniu o presidente da CTB, Adilson Araújo, e demais lideranças, ocorreu em São Paulo (SP), na Praça Roosevelt. Na oportunidade, ele defendeu a redução da jornada de trabalho para 40 horas e o fim da escala 6×1, pois “precisamos viver mais e melhor”.
O cetebista também reforçou as críticas já feitas à elevada taxa de juros mantida pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a diretoria do órgão. Ele também criticou o imperialismo e os retrocessos no Congresso Nacional: “A esperança é revolucionária”, bradou Adilson.






Os estudantes também estiveram representados no ato. A presidenta da UNE (União Nacional dos Estudantes), Bianca Borges, lembrou que o atual momento de pressão pela redução da jornada foi pavimentado pelo Plebiscito Popular pelo fim da escala 6×1 e pela isenção do Imposto de Renda, construído por muitas mãos e que obteve mais de dois milhões de participações.
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Por sua vez, a presidenta interina do PCdoB Nacional, Nádia Campeão, destacou que a tarefa pela redução da jornada de trabalho é uma tarefa de todos neste ano.
“É uma tarefa de todos aqueles que merecem, que devem ter mais tempo de vida para aproveitar. A redução da jornada de trabalho é uma luta contra a exploração do trabalho pelos patrões e pelo capital. Então, todo apoio ao fim da escala seis por um. Essa conquista começou nas ruas e vai ser garantida nas ruas. O Congresso Nacional só vai aprovar se nós arrancarmos essa conquista na luta”, afirmou.
Nádia ainda ressaltou a importância de defender a soberania nacional contra os interesses externos, bem como a democracia, que está em risco com a aprovação da Dosimetria, a qual, segundo ela, representa uma verdadeira “anistia” para Jair Bolsonaro e militares golpistas.






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