
A Polícia Federal (PF) cancelou nesta terça-feira (27), ao meio-dia, os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições presidenciais do último domingo (25).
Sem paradeiro conhecido, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro teria que entregar nesta terça-feira, até às 11h, o documento, mas desobedeceu a ordem policial.
Desse modo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o cancelamento dos passaportes.
No último domingo, Moraes já havia autorizado a apreensão do passaporte dele para evitar risco de fuga, pois o parlamentar é investigado no STF em dois inquéritos do investigado.
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No inquérito aberto, a PF investiga se Flávio é sócio de Willer Tomaz numa operação suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção.
A investigação aponta movimentação atípicas e volume de apostas esportivas (bets) em patamares milionários, com suspeitas de ocultação de valores oriundos de desvios e cobrança de propina.
O senador era usuário master da empresa Alcazar no Santander, o que permite administrar, consultar saldos e extratos, definir limites e autorizar transferências e pagamentos. Na conta, havia apenas dois usuários master: Flávio e Tomaz.
Outro inquérito apura o financiamento do longa-metragem Dark Horse sobre Jair Bolsonaro com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que se encontra por fraude bilionária no sistema financeiro nacional.
Flávio foi pego em gravação pedindo R$ 134 milhões ao ex-banqueiro para bancar o filme, mas a PF investiga se o dinheiro foi desviado para custear as despesas do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foragido nos EUA.
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