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Reabertura da Sala Norberto Lubisco marca recuperação completa da CCMQ após enchente

A Secretaria Estadual de Cultura (Sedac) reabriu oficialmente, nesta quinta-feira (20), a Sala Norberto Lubisco, da Cinemateca Paulo Amorim. O espaço era o único da Casa de Cultura Mario Quintana que ainda passava por obras em virtude da enchente de maio de 2024. “Eu considero a Casa de Cultura um espaço democrático, é reconhecida fora daqui como o espaço de cultura da capital dos gaúchos. É muito significativo que possamos hoje ter a Casa de Cultura devolvida à sociedade”, afirma a secretária de Cultura, Beatriz Araujo. 

As salas Eduardo Hirtz e Paulo Amorim, que também compõem a cinemateca, voltaram a funcionar em agosto e outubro de 2024, respectivamente. A recuperação da Norberto Lubisco foi mais longa porque já necessitava de reformas antes da enchente. “Ela foi totalmente repaginada. A gente já estava com o planejamento de fazer uma grande reforma na parte elétrica, arrumar a sala de projeção, sonorização, adequação a normas de acessibilidade”, explica a diretora da Cinemateca Paulo Amorim, Mônica Kanitz. 

Sala recuperada após enchente. Foto: Jean Dettenborn/Sedac

A reforma se deu com recursos do Banrisul, da Lei Paulo Gustavo de Porto Alegre e de emendas parlamentares. As outras duas salas já haviam sido reformadas nos últimos anos. Após a enchente, precisaram de troca de carpetes e poltronas, além de reparos nos banheiros e saguões, mas não de uma reforma geral. 

A reabertura parcial da CCMQ havia ocorrido dia 14 de agosto, ainda com obras de recuperação no térreo. O Banrisul doou cerca de R$ 2,8 milhões para a reforma da Casa e R$16 milhões para diversas instituições culturais do Estado atingidas pela enchente. A CCMQ recebeu investimento total de cerca de R$ 3,5 milhões.

Curso do Guaíba antes de aterros

Para marcar a reabertura completa da Casa, a Sedac exibiu o filme Dias Perfeitos, de Wim Wenders, em duas salas simultaneamente. Também foi apresentada a nova maquete tátil do prédio da CCMQ para deficientes visuais, em substituição à anterior, danificada pela enchente. 

 

Marca indica onde o Guaíba chegava antes de ser aterrado. Foto: Jean Dettenborn/Sedac

Foi inaugurada, ainda, a intervenção artística Memória das Águas, uma linha de alumínio no piso da Travessa dos Cataventos que marca onde o Guaíba chegava antes de ser aterrado. A diretora de Artes e Economia Criativa da Sedac, Germana Konrath, explica que a ideia é provocar a reflexão. “Quando a gente diz que a cidade foi invadida pela água, também houve esse movimento anterior em que a gente chegou com a terra, em sucessivos aterros. Acho que é uma recuperação histórica importante”. 

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