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PCBR denuncia que militante foi espancada durante operação da BM para conter Carnaval na Cidade Baixa

O Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) denuncia que uma militante negra trans foi espancada por policiais militares durante a noite de sexta-feira (28) na Cidade Baixa, em Porto Alegre. A ação ocorreu, segundo a entidade, sem motivação e durante uma operação da Brigada Militar para conter festividades de Carnaval no bairro.

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Em uma série de postagens nas redes, o PCBR afirma que a militante foi “espancada pela polícia sem razão” e que outros disparos de bala de borracha atingiram outro militante, que foram levados para o hospital e, posteriormente, para a 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre.

“A polícia de Leite e Melo, aplicando a política de repressão do carnaval na Cidade Baixa, espanca duas camaradas do PCBR que estavam em seu momento de lazer na Cidade Baixa”, diz postagem do PCBR.

Posteriormente, o partido informou que os militantes foram liberados. “Inicialmente, a polícia queria denunciar por agressão, mas com o aumento de solidariedade, noticiamemto e, ao notar que as pessoas envolvidas eram politicamente organizadas e denúncias de racismo, já mudaram de postura após corpo delito, liberaram classificando apenas como ‘desacato de autoridade’. Agora estão soltos, mas bastante feridos”, complementa.

Por meio de nota, a comunicação da Brigada Militar informou que policiais intervieram durante uma situação de desordem nas ruas do bairro. A nota informa que as ações adotadas foram necessárias para restabelecer a ordem.

“A Brigada Militar, através do 9º BPM, informa que na madrugada deste sábado (1º), no bairro Cidade Baixa, durante o transcorrer da Operação Carnaval, ocorreu uma desordem envolvendo diversas pessoas que estavam obstruindo a via, sendo necessária a intervenção dos policiais militares no local. Diante da hostilidade crescente e da tentativa de invasão do perímetro policial por populares, foram necessárias ações com o intuito de controlar e conter as agressões, a fim de restabelecer a ordem e a segurança pública, bem como preservar a integridade das pessoas, do patrimônio, das guarnições e de toda população presente no local. Informamos que, de imediato, foi instaurado Inquérito Policial Militar para apurar os fatos e a Corregedoria-Geral da Brigada Militar está acompanhando as investigações sobre o caso”, diz a íntegra da nota.

Por recomendação do Ministério Público, a Prefeitura de Porto Alegre não autorizou a realização de nenhum evento de Carnaval de rua no bairro Cidade Baixa. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, a decisão foi tomada após reunião com o MP na última quarta-feira (26) e o motivo seria a “impossibilidade de garantir segurança dos frequentadores, moradores e comerciantes”.

No entanto, conforme relatos de diversos internautas, o primeiro dia de Carnaval registou um forte aumento de efetivo policial no bairro, o que foi seguido de uma atuação para evitar que as pessoas se aglomerassem pelas ruas. Como consta na nota da BM, a corporação deflagrou a Operação Carnaval para atuar nas ruas do bairros.

Simplesmente absurdo. Além da prefeitura proibir blocos de rua no carnaval, a polícia fascista espanca uma pessoa trans negra na Cidade Baixa chegando a disparar tiros contra pessoas totalmente desarmadas. É isso que Porto Alegre reserva pro povo…

— Marcela da FENET (@marcelapoetisa) March 1, 2025

É estranho: a Cidade Baixa conta com efetivo enorme para garantir que não saia bloco de rua. Lembrando que esse foi o argumento dado pra que não houvesse festa no local: falta de efetivo.

Pelo menos fomos a Holanda saber como ter uma cidade esponja para conter cheias.

— Adriano (@driccos) March 1, 2025

Prefeitura mete o migué que não pode garantir a segurança na Cidade Baixa e tem 5 brigadiano em cada esquina kkkkkk

Tem que dar o retorno pros financiadores (Melnick e Cyrela)

E voltar a fazer o rolê de rua espontâneo como nos bons tempos

— porto alegre memes (@poamemes) March 1, 2025

Porto Alegre: sexta-feira à noite, 28/2/2025, na Orla do Guaíba, tinha dois PMs a cada 500 metros. Parece que os estagiários estão em formação.

— Fernando Oliveira (@fernao_berthold) March 1, 2025

Em manifestação nas redes sociais, a deputada Laura Sito (PT) criticou a violência e repressão policial no Carnaval.

“Após o governo de Sebastião Melo proibir qualquer tipo de evento de rua, a Cidade Baixa foi palco de uma ação violenta na noite de ontem, deixando pessoas trans, mulheres e militantes gravemente feridos, alguns precisando de atendimento no Hospital de Pronto Socorro. Esse é o já conhecido método de ‘dispersão ‘de Eduardo Leite e Melo. O pior é que nem dá para dizer que isso é inacreditável – faz anos que essa é a nossa realidade. Revoltante e triste demais!”, disse a deputada.

A vereadora Natasha Ferreira (PT), mulher trans, também criticou a atuação policial. “Polícia de Porto Alegre é violenta e anti-povo. O feriado, que era pra ser de diversão, mal começou e já tivemos uma ação extremamente covarde contra a população. A polícia espanca, agride e humilha pessoas na Cidade Baixa, entre elas pessoas trans pretas, mulheres e militantes. Essa é a política de Melo e Leite, inimigos da alegria e da felicidade. A Policia Militar tem acabar”, escreveu.

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