O Brasil exigiu, nesta terça-feira (16/09), que “atos ilegais ou violentos” não sejam cometidos contra a Flotilha Global Sumud, iniciativa da sociedade civil para levar ajuda humanitária aos palestinos na Faixa de Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro veiculou um comunicado conjunto à África do Sul, Bangladesh, Catar, Colômbia, Eslovênia, Espanha, Indonésia, Irlanda, Líbia, Malásia, Maldivas, México, Omã, Paquistão e Turquia.
Todos esses países contam com a participação de cidadãos de seus países na Flotilha e expressaram “preocupação com a segurança” da iniciativa civil.
“A Flotilha Global Sumud informou do seu propósito de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e aumentar a conscientização para as urgentes necessidades humanitárias do povo palestino e para a necessidade de pôr fim à guerra. Ambos os objetivos — paz e entrega de ajuda humanitária, junto com o respeito ao direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário — são compartilhados por nossos governos”, afirmou a nota.
Os governos ainda alertaram que “qualquer violação ao direito internacional e aos direitos humanos dos participantes da Flotilha, incluindo ataques contra as embarcações em águas internacionais ou detenção ilegal, motivará responsabilização”.

Flotilha Global Sumud/Instagram
Para chegar em Gaza, a Flotilha tem enfrentado consecutivos atrasos e obstáculos, inclusive climáticos, além de ataques a drones para que não chegue com sua ajuda ao povo palestino.
Contudo, segundo a ativista norte-americana Hanna Smith, que está em um dos barcos rumo ao enclave palestino, há 24 navios partindo da Tunísia, incluindo navios que saíram de Tunis, Barcelona, Itália e Grécia à caminho de Gaza.
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“Realizar a maior missão marítima organizada por movimentos populares para quebrar o cerco ilegal de Israel a Gaza apresentou muitos desafios, mas normalmente levaria anos para ser planejada e foi feita em apenas alguns meses”, detalhou.
Em declaração nesta terça-feira, Smith mencionou o início da invasão terrestre de Israel na Cidade de Gaza e a confirmação de genocídio pela Organização das Nações Undias (ONU), mencionando que isso “ressalta a urgência” que a Flotilha precisa agir.
“Apesar de tudo, continuamos determinados, firmes e unidos. Nos próximos dias, todas essas frotas se reunirão em águas internacionais, formando uma frota completa. O moral está alto a bordo, pois os participantes estão finalmente a caminho de Gaza. E nossa mensagem e nossa missão são claras: quebrar o cerco ilegal de Israel, acabar com o genocídio e permanecer unidos com o povo da Palestina”, concluiu.
O post Brasil e mais 15 países pedem fim de ‘atos ilegais e violentos’ contra Flotilha apareceu primeiro em Opera Mundi.