
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre o pedido de investigação contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), acusado de obstrução de Justiça.
O pedido chegou ao STF por meio do deputado federal Rui Falcão (PT-SP), que acusa o governador de articular em Brasília, durante o julgamento da trama golpista, a votação do projeto de anistia com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no processo. A decisão de Moraes foi tomada nesta terça-feira (16).
O parlamentar também solicitou que sejam investigados os gastos da viagem de Tarcísio à capital federal e defendeu medidas cautelares como a suspensão do passaporte, a proibição de contato com réus condenados — incluindo Bolsonaro — e a obrigação de “abster-se de pressionar a Corte” durante os julgamentos, sob pena de prisão.
Segundo a representação, Tarcísio teria atuado em conjunto com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), configurando “uma interferência direta no exercício do Poder Judiciário por meio do projeto de lei da anistia”. Moraes também determinou que o caso tramite em uma petição autônoma, separada do processo penal em que Bolsonaro e outros réus já foram condenados.
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com agências
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