
O assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, classificou como “inconcebível” qualquer ataque militar ou operação secreta de espionagem destinada a derrubar um governo.
A declaração foi dada ao UOL e feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que autorizou a CIA a realizar ações letais na Venezuela, medida que ampliou a tensão política e militar no Caribe.
“O Brasil é contra o uso da força e de operações secretas. Seguimos fielmente a política de não intervenção”, afirmou. “Trata-se de um princípio básico do direito internacional.”
Amorim destacou que o país acompanha com preocupação a escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, lembrando que ambos compartilham fronteira com o Brasil e que um conflito armado no Caribe afetaria diretamente a região amazônica.
A declaração ocorre no mesmo momento em que o chanceler Mauro Vieira está em Washington para negociar com o secretário de Estado Marco Rubio o tarifaço de 50% imposto por Trump aos produtos brasileiros.
Segundo Amorim, o Brasil “mantém sua posição histórica de defesa da paz e da solução diplomática dos conflitos”, em coerência com a tradição de política externa independente adotada desde o governo Lula.
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