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“Há uma distorção que precisa ser corrigida”, diz Alckmin sobre tarifa dos EUA

O vice-presidente  e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) Geraldo Alckmin afirmou que a nova ordem executiva dos Estados Unidos representa um passo importante para aliviar pressões sobre as exportações brasileiras, mas reforçou que ainda há distorções a serem corrigidas. Segundo ele, a decisão do presidente Donald Trump de reduzir em 10% as tarifas aplicadas a itens como carne, café, sucos e frutas tropicais é “positiva”, mas insuficiente diante da manutenção da sobretaxa de 40% sobre produtos do Brasil.

“A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva. Vamos continuar trabalhando”, disse Alckmin, ao comentar as alterações anunciadas por Washington em coletiva neste sábado (15).

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A medida trouxe alívio especialmente para o setor de suco de laranja, cujo imposto adicional foi zerado. Em valores, isso representa impacto de US$ 1,2 bilhão, segundo o vice-presidente. Já para o café, embora tenha ocorrido redução de 10%, concorrentes receberam cortes maiores. “O café também reduziu 10%, mas tem concorrente que reduziu 20%. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, afirmou.

Planalto destaca articulação diplomática com Trump, Marco Rubio e Mauro Vieira

Do ponto de vista diplomático, Alckmin reforçou que a estratégia brasileira é insistir na negociação política para eliminar totalmente as sobretaxas remanescentes. “A conversa do presidente Lula com o presidente Trump foi importante no sentido do diálogo e da negociação e também o encontro do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado, Marco Rubio”, disse.

Para o governo, os diálogos têm gerado avanços graduais. O percentual de produtos brasileiros exportados aos EUA sem tarifa adicional passou de 23% para 26%, o que representa aumento de US$ 9,4 bilhões para US$ 10,3 bilhões em valores de 2024.

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Alckmin voltou a classificar a tarifa de 40% — criada por motivação política durante a tensão comercial — como um descompasso que precisa ser superado. “Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto”, afirmou.

O vice-presidente se disse otimista: “Nós vamos continuar trabalhando para reduzir mais. Realmente, no caso do café, não tem sentido. Ainda é alta. […] Estamos otimistas que a gente vai ter novos avanços”.

Exportações batem recorde e reforçam pressão por acordo

Durante a coletiva, Alckmin destacou ainda que o Brasil alcançou US$ 290 bilhões em exportações de janeiro a outubro, um recorde histórico. Somente em outubro, o crescimento foi de 9,1% em relação ao ano anterior. “Nós temos um comércio exterior extremamente robusto. E chegamos a perto de 500 novos mercados e novos acordos comerciais”, afirmou.

A avaliação interna é que o momento favorável do comércio exterior ajuda o país a pressionar por condições mais equilibradas na relação bilateral com os EUA.

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com agências

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