
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade de São Paulo (USP) revela que o transporte gratuito em 706 cidades do país com mais de 50 mil habitantes custaria cerca de 78 bilhões por ano.
O atual modelo de vale-transporte seria substituído pela contribuição de pessoas jurídicas dos municípios que pagariam uma contribuição de R$ 250 por mês para cada funcionário que excedesse o nono.
“Um estabelecimento com 10 funcionários irá pagar a contribuição no valor de um. Com 20 funcionários pagará o valor referente a 11 e assim por diante”, explica o professor Thiago Trindade, da UnB.
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Pelos cálculos dos pesquisadores as contribuições das empresas resultariam numa arrecadação de R$ 80 bilhões por ano. O modelo é semelhante ao Versement Mobilité da França a, em vigor naquele país desde 1971.
O estudo, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, estima que 81,5% dos estabelecimentos estariam isentos de contribuição.
Atualmente, 137 cidades brasileiras não cobram pelo transporte público. Para fundamentar a proposta nacional, os pesquisadores desenvolveram um cálculo estimativo do custo atual do transporte público no Brasil, que seria em torno de R$ 65 bilhões por ano.
De acordo com a Agência Brasil, os pesquisadores estimam que a implementação da gratuidade em todas as 706 cidades com mais de 50 mil habitantes custaria cerca de R$ 78 bilhões por ano, beneficiando 124 milhões de pessoas que vivem nessas cidades.
Ao examinar diferentes cenários de financiamento, o relatório ressalta que é possível implementar a tarifa zero sem destinação de recursos do governo federal e sem criar novos impostos.
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