
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas para 8 de fevereiro, apenas três meses após assumir o cargo. A campanha começa em 27 de janeiro.
A antecipação do pleito é uma aposta política de Takaichi para converter sua popularidade pessoal em maioria parlamentar estável, em meio ao desgaste do Partido Liberal Democrata (PLD) e a um cenário de crescente tensão geopolítica no Leste Asiático.
O movimento ocorre enquanto o governo japonês aprofunda o alinhamento estratégico com os Estados Unidos e enfrenta deterioração das relações com a China, após declarações da primeira-ministra sobre Taiwan e a expansão do orçamento militar japonês. Pequim reagiu com críticas e medidas diplomáticas, agravando a rivalidade histórica entre os dois países.
Apesar da alta aprovação da chefe de governo, o PLD governa com maioria frágil e enfrenta uma oposição reorganizada. A eleição antecipada deve funcionar como um plebiscito sobre a agenda militarista e pró-Washington do novo governo japonês.
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