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João Campos reage à suposta arapongagem policial do governo de Raquel Lyra

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), reagiu duramente ao suposto uso político da estrutura da Polícia Civil de Pernambuco, do governo de Raquel Lyra (PSD), para investigar ilegalmente integrantes do governo municipal.

Reportagem do Domingo Espetacular, da TV Record, revelou que policiais civis teriam monitorado o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão Eduardo Monteiro, assessor municipal, para investigar uma denúncia que já havia sido arquivada.

“Foi feito uma denúncia sobre creches, foi investigado, o delegado responsável investigou, não encontrou nenhum problema, nenhum crime, arquivou. Aí vem um delegado dando ordem superior e manda investigar novamente durante o período eleitoral, dizendo que era importante pelo período eleitoral. Depois da eleição, arquiva de novo. Aí vem uma ação absurda como essa: três delegados, sete agentes num grupo informal de WhatsApp. Quem é que deu a ordem para formar esse grupo?”, questiona o prefeito.

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Na reportagem também foram exibidas mensagens nas quais indicam uso de rastreador no veículo do secretário municipal, sem autorização judicial.

“Eu queria dizer a vocês que tudo isso não vai ficar impune, não vai. Porque não vale tudo para disputar uma eleição. Não vale tudo dentro de uma instituição tão séria como é a Polícia Civil com mais de 200 anos. Eu quero dizer a vocês que eu vou tomar todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira, porque isso não vai passar impune. A democracia brasileira não permite, nem permitirá nenhum arroubo autoritário”, critica Campos.

Segundo ele, o que está em jogo não é a polícia investigar, mas é fazer isso da forma certa. “Eu não tolero corrupção, mas eu também não tolero perseguição. O que a TV Record revelou é muito grave o uso político da Polícia Civil de Pernambuco. Foi revelado que inquéritos foram desarquivados por interesse eleitorais”, acusa.

O prefeito diz que houve perseguição “sem ordem judicial, sem inquérito e sem nenhuma formalidade”.

“Rastreador sendo colocado no carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso, isso é um absurdo. Se não fosse a imprensa livre denunciando isso, onde é que isso ia parar?”, protesta.

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