Segundo informação publicada nesta terça-feira (03/02) pelo canal Al Arabiya, o engenheiro e político Saif al-Islam Kadafi, filho do falecido líder Muammar Kadafi, foi assassinado a tiros por um grupo de quatro pessoas que invadiu a sua casa, na cidade de Zintan, no oeste da Líbia.
O reporte da emissora árabe indica que “logo no início da invasão, os homens armados desativaram as câmeras de vigilância da casa”.
Abdullah Othman, um dos assessores da família, publicou nas redes sociais uma mensagem dizendo que que Saif al-Islam Kadafi “está sob os cuidados de Deus”. Ele afirma que “há indícios de que houve luta (entre a vítima e os assassinos).
A família também confirmou que conversou com o Procurador-Geral da Líbia e recebeu a promessa de que será aberta uma investigação oficial sobre o caso, para determinar as circunstâncias do incidente e identificar os autores.
O filho mais político
Al-Islam Kadafi era o segundo mais velho entre os dez filhos (oito homens e duas mulheres) do ex-líder líbio Muammar Kadafi, que liderou a Revolução de Primeiro de Setembro, em 1969.
Seu pai chegou ao poder através daquele movimento, e se manteve governando a Líbia até o período da mais recente guerra civil no país. Em outubro de 2011, ele foi capturado por milícias apoiadas pelos Estados Unidos e União Europeia, e posteriormente assassinado.
Também era, dos dez filhos do ex-líder, o mais envolvido com política – inclusive, chegou a anunciar, em 2021, sua intenção de concorrer em eleições presidenciais no país, mas o pleito jamais aconteceu.

Reprodução vídeo
Após a morte do pai, al-Islam foi preso sob a acusação de formar parte do círculo mais próximo do governo deposto – segundo o canal Al Jazeera, ele exercia oficialmente nenhum cargo, mas participava de reuniões da alta cúpula e, de acordo com reportes do Departamento de Estado norte-americano, era tratado como uma espécie de “primeiro-ministro não oficial”.
A partir de denúncias baseadas em informes apresentados pelos Estados Unidos e pela União Europeia, al-Islam Kadafi condenado à morte em 28 de julho de 2015, por um tribunal de Trípoli, em um julgamento amplamente criticado e realizado à revelia. Entretanto, acabou sendo libertado em junho de 2017, graças à anistia total declarada pelo governo de Khalifa Haftar, que controlava – naquele então – apenas parte do país.
Ademais, al-Islam Kadafi mantinha uma ordem de captura contra si emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) desde junho de 2011, por supostos crimes de lesa humanidade, denúncia que também era baseada em informes de inteligência dos Estados Unidos.
Com informações de Al Arabiya e Al Jazeera.
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