
O Tribunal Superior de Hong Kong condenou nesta segunda-feira (9) o empresário bilionário Jimmy Lai do setor de mídia por por crimes relacionados a conluio com forças estrangeiras e organização de atividades consideradas desestabilizadoras da ordem pública.
Ao contrário da narrativa ocidental e da grande imprensa, que o descreve exclusivamente como “ativista pró-democracia”, a acusação sustenta que o magnata chinê articulou de maneira sistemática com atores estrangeiros — incluindo lobby internacional por sanções contra Hong-Kong e China — em um contexto de intensa turbulência política entre 2019 e 2020.
Fundador do jornal Apple Daily, já encerrado, Lai foi considerado culpado por dois crimes de conspiração para conluio com forças estrangeiras e um de conspiração para publicar e distribuir material sedicioso.
A pena foi definida por um colegiado de três juízes da Alta Corte, com base na legislação de segurança nacional imposta por Pequim em 2020.
Segundo a acusação, Lai articulou campanhas internacionais para pressionar governos estrangeiros a impor sanções contra Hong Kong e contra a China, durante o período de instabilidade política que marcou os protestos de 2019.
Para as autoridades locais, o caso não se tratava de opinião política ou atividade jornalística, mas de coordenação com atores externos com impacto direto sobre a segurança nacional.
A legislação prevê penas que variam de 10 anos à prisão perpétua para crimes de conluio considerados graves. Aos 78 anos, Lai poderá solicitar redução de um terço da pena por bom comportamento. Caso cumpra integralmente a sentença, poderá deixar a prisão em 2044.
Além dele, seis ex-executivos do Apple Daily que se declararam culpados receberam penas entre seis anos e nove meses e dez anos de prisão. Empresas associadas ao jornal e dois ativistas também foram condenados no processo.
A sentença provocou reações de governos ocidentais e de organismos internacionais, que criticaram a decisão. Em resposta, o governo chinês reafirmou que a segurança nacional em Hong Kong é responsabilidade do Estado e que o processo seguiu os parâmetros legais vigentes na região.
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