
A satisfação dos brasileiros com o Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou de 34% para 45% entre 2022 e 2025, segundo a pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, divulgada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Com o esforço intensivo do Governo Lula para implementar medidas e projetos e aumentar investimentos, o avanço de 9 pontos percentuais coloca o Brasil acima da média regional, que é de 40% em 2025.
O resultado indica uma inflexão relevante na percepção social sobre o principal sistema público de saúde do país, em um contexto de reconstrução pós-pandemia e ampliação de políticas de acesso à assistência especializada.
Expansão da assistência impulsiona percepção positiva
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a elevação da aprovação está associada ao aumento concreto da oferta de serviços. Entre 2022 e 2025, o número de cirurgias eletivas cresceu mais de 40%, saltando de 10,8 milhões para 14,7 milhões — o maior volume em 35 anos de SUS e acima do patamar pré-pandemia.
O programa Agora Tem Especialistas, uma das principais iniciativas da atual gestão, realizou mais de 127 mil cirurgias e exames em mutirões apenas em 2025. No mesmo período, 43,7 milhões de exames e consultas foram registrados, crescimento de 26% em relação a 2022. Ao todo, o sistema contabilizou 2,9 bilhões de procedimentos até dezembro de 2025.
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A assistência oncológica também foi reforçada. Atualmente, 26 estados contam com centros de radioterapia equipados com aceleradores lineares, ampliando a capacidade de tratamento oportuno do câncer. As 4,7 milhões de sessões de quimioterapia realizadas no último ano configuram novo recorde histórico.
Parcerias e redução de filas
Além da expansão da rede própria, o governo ampliou a contratualização com hospitais e clínicas privadas para atendimento complementar no SUS. Mais de R$ 200 milhões em cirurgias e exames foram contratados com a rede privada, estratégia voltada a reduzir a demanda reprimida por atendimento especializado.
A iniciativa busca acelerar o enfrentamento das filas acumuladas e melhorar indicadores de resolutividade, fator diretamente relacionado à percepção de qualidade por parte dos usuários.
Avaliação dos serviços públicos também melhora
O estudo mostra ainda que a percepção sobre acesso e qualidade dos serviços públicos registrou crescimento ainda mais expressivo: alta de 18 pontos percentuais no período, passando de 24% para 42%. O índice brasileiro supera em 10 pontos a média latino-americana (32%).
O dado sinaliza que a melhora na avaliação do SUS está inserida em um movimento mais amplo de recuperação da confiança institucional, um dos eixos centrais da pesquisa da OCDE, considerada referência metodológica internacional.
A diretora de Governança Pública da OCDE, Elsa Pilichowski, destacou que o levantamento mede a complexa relação entre confiança e governança democrática, oferecendo subsídios estratégicos para o aperfeiçoamento de políticas públicas.
Metodologia e alcance da pesquisa
Com amostra de 2 mil entrevistados em todo o país, o estudo da OCDE avalia cinco pilares da confiança institucional: integridade, capacidade de resposta, confiabilidade, abertura e equidade. O modelo permite comparações internacionais e é aplicado há mais de uma década em diferentes países.
Os resultados indicam que, no período analisado, o Brasil apresentou avanço consistente na percepção de desempenho das instituições públicas, com destaque para a área da saúde — um dos serviços mais sensíveis na avaliação da população.
O crescimento da aprovação ao SUS, segundo a pesquisa, consolida um movimento de recuperação da confiança pública e reposiciona o país acima da média regional em um dos indicadores centrais de governança democrática.
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