
No encerramento do 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC), realizado no último domingo (22) em Pyongyang, o líder Kim Jong-un foi reeleito por unanimidade como Secretário-Geral da legenda. A decisão, tomada pelos 5 mil delegados, simboliza a continuidade do projeto de fortalecimento da unidade socialista e da resistência firme contra as investidas do imperialismo.
A autossuficiência como bússola da soberania
O Congresso fez um profundo balanço das conquistas obtidas nos últimos cinco anos. Sob a bandeira do Juche — a filosofia de autossuficiência que orienta o Estado norte-coreano —, a reeleição de Kim Jong-un foi apresentada como vontade unânime do povo da República Democrática e Popular da Coréia.
Kim destacou que a RDPC tem conquistado avanços significativos na economia e na defesa do país. O fortalecimento da dissuasão nuclear foi reafirmado não como um fim em si mesmo, mas como o pilar de segurança nacional necessário para garantir que o desenvolvimento econômico e a melhoria do padrão de vida popular ocorram sem a interferência das sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados.
Resistência contra a maré neoliberal
A proposta de reeleição, aprovada por aclamação, reforça a capacidade da Coreia Popular de navegar contra a “corrente” do capitalismo globalizado. A instância máxima do PTC elegeu novos membros para o Comitê Central e aprovou resoluções que priorizam o desenvolvimento econômico autônomo, focado no bem-estar social.
Solidariedade e Internacionalismo Proletário
O 9º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia recebeu o reconhecimento da China. O Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) destacou o papel histórico do PTC na estabilidade regional. Os partidos comunistas do Vietnã e de Laos reforçaram a “confiança no sucesso das deliberações socialistas.” A Rússia enfatizou a “frente comum contra o hegemonismo global”.
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