
Após alguns anos em que os preços dos alimentos cresceram acentuadamente, o governo Lula conseguiu reverter esse cenário com políticas de redução de impostos, estímulo à produção agrícola e retorno das políticas de abastecimento e regulação, via Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Dessa maneira, se, em 2023 e 2024, o Brasil registrou inflação elevada de alimentos, com preços subindo acima da inflação geral da economia, pressionando o custo de vida, sobretudo para as famílias de menor renda, em 2025 foi diferente: houve desaceleração da inflação do setor, com alívio na pressão sobre os preços.
“Em um ano, nós tivemos a menor inflação de alimentos da série histórica”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. “E isso é uma boa notícia para o consumidor brasileiro, porque compra alimentos a um preço mais barato, as famílias se alimentam melhor. Em vez de ter inflação, [tivemos] diminuição de preço de alimentos no Brasil.”
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Esse dado foi destacado por Teixeira durante o programa Bom Dia, Ministro, exibido nesta quinta-feira (5). Entre 2024 e 2025, a inflação dos alimentos desacelerou, indo de 7,69% para 2,95%, puxada principalmente pela redução na área de alimentação no domicílio, de 8,23% para 1,43%.
Como reforçado pelo ministro, essa situação foi alcançada pelo trabalho do governo Lula, que zerou impostos para uma série de alimentos, entre outras 15 medidas adotadas para se chegar ao resultado, entre elas a produção de alimentos pelo Plano Safra e os estoques reguladores da Conab.
Alerta
Apesar da boa condição dos preços a partir de 2025, que teve impulso também pela estabilização dos preços das commodities e maior normalidade climática, Teixeira não deixa de demonstrar atenção a situações que podem pressionar novamente os preços dos alimentos, como conflitos internacionais.
“O preço do petróleo interfere na produção. Os preços da carne, da soja, do milho e de outros produtos estão precificados em dólar. Por isso que qualquer alteração nos preços internacionais e no dólar afeta a economia brasileira e esses preços são transmitidos para o preço dos alimentos”, disse o ministro, com olhar para a agressão dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Acordo Mercosul-UE
Na questão do acordo do Mercosul com a União Europeia no que tange a agricultura familiar, o ministro salientou a relevância da parceria para a produção brasileira: “A nossa agricultura é muito potente e, com esse acordo, 700 milhões de consumidores terão acesso aos produtos brasileiros”.
Minas Gerais
Na entrevista também foram tratadas as recentes enchentes que acometeram cidades de Minas Gerais, entre elas Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. Além de reforçar a presteza e o compromisso do governo federal com diversas ações, incluindo a entrega de moradias, Teixeira pontuou que no que diz respeito a sua pasta, os agricultores com financiamento agrícola serão cobertos pelo seguro.
“Do ponto de vista do MDA, todos aqueles que tinham financiamento agrícola e que tiveram perdas serão cobertos pelo seguro agrícola e também o financiamento será repactuado. E se essa pessoa mostrar que ela teve perdas, o financiamento será repactuado na proporção dessas perdas”, afirmou.
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