
Preso por suspeita de liderar uma “milícia privada”, ameaçar testemunhas e comprar informações privilegiadas no Banco Central (BC), Daniel Vorcaro começou tratativas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) para um acordo de colaboração premiada.
O dono do Banco Master foi alvo de prisões e investigações pela PF entre o final de 2025 e março de 2026, acusado de liderar um esquema de fraude financeira bilionária, lavagem de dinheiro e operação de uma organização criminosa.
Segundo informações divulgadas pelo UOL e Estadão, o acordo ainda está em estágio inicial e não houve aprofundamento sobre os temas discutidos.
Os veículos dizem que a ideia inicial da delação seria que a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, comandasse as tratativas. A PF poderia participar da colheita dos depoimentos, mas os termos e as cláusulas seriam negociadas e discutidas com a PGR.
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A defesa do dono do Banco Master distribuiu nota negando o acordo: “A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”.
Contudo, fontes ligadas ao caso dizem que a primeira conversa ocorreu poucos dias depois de ele ter sido preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na quarta-feira (4) passada.
“O estágio das tratativas é inicial e ainda não houve, por exemplo, a assinatura de um termo de confidencialidade, que formaliza uma negociação desse tipo”, diz reportagem do Estadão.
A equipe de advogados da família do empresário e os investigadores avaliam que o avanço dessas conversas depende do resultado do julgamento de sua liberdade, que terá início nesta sexta-feira (13), no plenário virtual do STF.
Os veículos apuraram que o empresário fez duras “reclamações com seus advogados logo após ter sido preso e sinalizou não estar disposto a enfrentar um longo período de preventiva, de acordo com fontes que acompanham o caso”.
Após ser preso em São Paulo, ele foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília. Seus advogados solicitaram que as visitas ao empresário não sejam gravadas nem monitoradas por câmeras, como é o padrão nesse tipo de estabelecimento.
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