
Serviços de inteligência dos Estados Unidos identificaram riscos graves à segurança da Copa do Mundo FIFA 2026, co-organizada por EUA, México e Canadá. Relatórios federais, estaduais e da própria FIFA — obtidos pela agência Reuters — apontam para ameaças concretas de ataques extremistas, ações criminosas e distúrbios civis, agravados por atrasos na liberação de recursos de segurança.
Os relatórios destacam riscos elevados a infraestruturas de transporte, propaganda extremista online e planos já frustrados. Um documento de dezembro de 2025 de Nova Jersey — sede da final no MetLife Stadium — menciona ataques domésticos recentes desmantelados e aglomerações espontâneas ligadas a tensões internacionais. Outro relatório de setembro de 2025 identificou postagens incentivando ataques a ferrovias durante jogos na costa oeste dos EUA e Canadá.
Um relatório semanal da FIFA de 28 de janeiro de 2026 alerta explicitamente que o ativismo anti-ICE (agência de imigração e alfândega) pode abrir brechas para ações de extremistas isolados. A guerra com o Irã também eleva o risco de retaliações. Eventos como Fan Fests em áreas abertas são considerados particularmente vulneráveis.
Mike Sena, presidente da National Fusion Center Association (que reúne 80 centros de fusão de inteligência), declarou em audiência no Congresso que os atrasos na distribuição de recursos tornam o cronograma “extremamente apertado”. A aquisição de equipamentos de segurança, como sistemas antidrones e sensores, pode levar meses — e o torneio começa em menos de 90 dias.
Casa Branca joga culpa na oposição pelo atraso no esquema de segurança
O porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle, afirmou que o presidente Donald Trump quer “fazer da Copa a maior da história” e “a mais segura já realizada”. No entanto, culpou os democratas pelos impasses orçamentários ligados a disputas sobre enforcement migratório.
A deputada federal Nellie Pou (Democrata – New Jersey), integrante da Força Tarefa de Segurança da Câmara e representante do distrito que inclui o MetLife Stadium, comparou cada uma das 104 partidas a “um Super Bowl logístico”. “Governos locais e forças de segurança terão as mãos cheias. Precisam de cada dólar agora”, disse Pou, que pressionou pela liberação imediata dos recursos e apresentou projeto para proibir operações do ICE em um raio de um quilômetro dos estádios e Fan Fests.
O pacote de US$ 625 milhões em verbas federais para segurança — aprovado pelo Congresso em julho de 2025 como parte de um bill republicano — só começou a ser liberado pela FEMA na última quarta-feira(18), após questionamentos da imprensa e de parlamentares. Democratas atribuem o impasse à ex-secretária de Segurança Interna Kristi Noem e às políticas de imigração de Trump, que geram protestos e temores entre torcedores estrangeiros. Dados do Departamento de Comércio já registram queda na chegada de visitantes internacionais.
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