Em comunicado difundido à imprensa local nesta terça-feira (14/04), o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rebateu as declarações feitas um dia antes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um possível ataque do país norte-americano à ilha após o fim do conflito com o Irã, afirmando que elas visam “criar confusão para continuar impedindo a entrada de combustível em território cubano”.
Em sua retórica, o mandatário norte-americano justificou a possibilidade de um ataque acusando o país socialista de ter um “mau governo” e que violou os bloqueios marítimos sobre navios petroleiros impostos por Washington.
Segundo Rodríguez Parrilla, “Cuba tem o pleno direito de comercializar combustível com qualquer outra nação, sem obstáculos, condições ou questionamentos contrários à liberdade de comércio internacional”.
“Da mesma forma, todo país tem o direito de exportar combustível para Cuba e desenvolver relações comerciais, sem a interferência de uma potência estrangeira”, acrescentou o chanceler cubano.
O diplomata enfatizou que “as últimas declarações contraditórias do governo dos Estados Unidos têm o objetivo de criar confusão para continuar impedindo a entrada de combustível em território cubano”.
“O bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos demonstra sua natureza extraterritorial, intimida, pressiona e extorque aqueles que comercializam soberanamente com Cuba”, completou.
Depois do Irã, Cuba
Em uma coletiva para a imprensa local, nesta segunda-feira (13/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar Cuba, desta vez sugerindo a possibilidade de atacar o país socialista logo após terminado o atual conflito contra o Irã.
“Poderíamos invadir Cuba depois que terminarmos isso (guerra contra o Irã)”, afirmou o mandatário norte-americano, alegando que tal medida “agradaria a muitos cubanos-estadunidenses, a maioria deles meus eleitores”.

Cubadebate
Trump também disse que, para ele, Cuba “tem sido terrivelmente mal administrada por muito tempo, sob o regime dos Castro (Fidel e Raúl)”, e que tem “um sistema de governo terrível” e um “Estado falido”.
Entretanto, o presidente norte-americano não mencionou o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos ao país socialista desde 1962 e que é fator preponderante no desenvolvimento da economia cubana desde então.
Com informações de RT.
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