Em meio às ameaças do governo norte-americano de Donald Trump sobre uma possível agressão militar a Cuba, o ministro das Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodriguez, reafirmou nesta sexta-feira (24/04) o compromisso nacional com o multilateralismo, diplomacia e diálogos de paz baseados no direito internacional.
Sem mencionar diretamente os Estados Unidos, o chanceler usou suas redes sociais para denunciar a “aplicação de doutrinas de dominação” em práticas que “ameaçam constantemente a paz, estabilidade e segurança internacionais”.
“Nunca aceitaremos ameaças ou a suposta e avassaladora ‘paz pela força’ imperialista”, assegurou o ministro. “Defenderemos nossa independência e ordem constitucional a todo custo”.
Arribamos al Día Internacional del Multilateralismo y la Diplomacia para la Paz, en un contexto global cada vez más agresivo, donde la principal potencia mundial aplica doctrinas de dominación que amenazan constantemente la paz, la estabilidad y la seguridad internacionales.… pic.twitter.com/apVAIRQe1T
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) April 24, 2026
O posicionamento cubano se deu no âmbito do Dia Internacional do Multilateralismo e Diplomacia pela Paz, data estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 2018. Conforme os princípios do órgão, a data visa reafirmar “a fé de nossos povos nos propósitos e princípios consagrados em sua Carta, a importância e relevância do multilateralismo e do direito internacional, e promover o objetivo comum de alcançar uma paz duradoura e sustentada por meio da diplomacia”.
Em 29 de janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump assinou um decreto de estrangulamento que autoriza a imposição de tarifas a países fornecedores de petróleo a Cuba. A medida anunciada pela Casa Branca agravou a crise humanitária e energética da ilha nos últimos meses.
A ordem executiva firmada pelo republicano foi criticada pela comunidade internacional. Países como Brasil, Rússia, China, México e Colômbia reafirmaram publicamente solidariedade ao país caribenho.
Moscou foi o primeiro a enviar um navio petroleiro à ilha, quebrando o cerco norte-americano. O Anatoly Kolodkin, que atracou no porto cubano em 31 de março, entregou 100 mil toneladas de petróleo bruto e os recursos passaram a ser refinados nos dias seguintes para produzir gasolina, diesel e gás liquefeito. Estes bens são essenciais para o funcionamento dos serviços básicos e da economia nacional. O governo russo, em declaração pública, garantiu que “nunca abandonará” Cuba.
(*) Com Telesur
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