
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, reagiu às mais recentes ameaças de invasão de Donald Trump. Em publicação nas redes sociais neste sábado (2), afirmou que o presidente dos Estados Unidos eleva a tensão militar contra a ilha a um nível perigoso e sem precedentes.
Para Díaz-Canel, a comunidade internacional deve tomar nota e, junto ao povo dos EUA, “determinar se permitirá um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação.”
Para completar, o líder cubano disse que “nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Encontrará um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional.”
Ameaças e bloqueio de Trump
A fala de Díaz-Canel acontece após Donald Trump afirmar, no 1º de Maio, que deverá invadir a ilha tão logo acabe sua frustrada incursão no Irã. Segundo o norte-americano, ele enviará um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para operar próximo à costa da ilha.
As declarações de Trump, feitas em um evento na Flórida, aconteceram depois da ampliação das sanções contra Cuba. O governo dos EUA havia anunciado que iria aumentar a asfixia financeira, incluindo punições a autoridades, empresas estatais e até empresas estrangeiras que façam negócios com a ilha. Além disso, reforçou o bloqueio econômico, especialmente no setor de energia, visando restringir o acesso de Cuba a petróleo e ao sistema financeiro internacional.
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As medidas de Washington coincidiram com as celebrações do Dia do Trabalhador, amplamente difundido em Cuba. Com isso, a data contou com os tradicionais atos, potencializados pela defesa da soberania nacional diante do avanço da ofensiva externa contra o país. As mobilizações reuniram milhares de pessoas em protesto na capital Havana e outras cidades.

Em nota, o PCdoB expressou o seu repúdio às recentes ameaças e declarações de Trump, bem como ao conjunto de novas medidas coercitivas e genocidas anunciadas pela Casa Branca. “Conclamamos partidos, parlamentares, movimentos sociais e organizações civis a denunciar e ampliar o apoio e a solidariedade a Cuba de modo permanente e vigilante. Defender Cuba é defender o direito dos povos à autodeterminação, à soberania e à construção de seus próprios destinos.” Confira aqui a nota completa.
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