
Em todo Brasil, trabalhadores ocuparam as ruas exigindo o fim da escala 6×1, o fim das guerras imperialistas, aumento geral dos salários e melhores condições de trabalho. Impulsionados pela militância do Movimento Luta de Classes (MLC) e pela Unidade Popular pelo Socialismo (UP), os trabalhadores reafirmaram seu compromisso em lutar pelo Poder Popular e pelo socialismo
Leonardo de Paula e Blanca Fernandes | São Paulo
Brasil – O dia internacional da classe trabalhadora contou com atos e manifestações no Brasil inteiro. A data que comemora as lutas da classe operária e reafirma o compromisso dos trabalhadores com a luta pelo socialismo, exigiu o fim da escala 6×1, o fim das guerras, aumento geral dos salários e melhores condições de trabalho.
Em São Paulo, o ato ocorreu no bairro Jardim Pantanal e mobilizou milhares de trabalhadores. O bairro da Zona Leste é um espaço Unidade Popular e seus movimentos constroem cotidianamente o enfrentamento ao descaso do governo e prefeitura com a população.
A região é afetada por graves problemas de enchentes, déficit habitacional, violência policial, violência contra a mulher, graças ao governo fascista de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a prefeitura de Ricardo Nunes (MDB). Além de tudo, vários moradores do bairro trabalham na escala 6×1.
Além de diversas intervenções culturais, os trabalhadores ocuparam as ruas em marcha, onde no final do ato a Unidade Popular apresentou suas pré candidaturas às eleições. Vivian Mendes, candidata ao governo do estado pelo Partido defendeu “foi nessa região companheiros, que a Thawanna, mãe de 5 filhos, foi assassinada pela polícia no começo do mês. É isso que o governador fascista Tarcísio faz, é essa a resposta que o fascismo dá pros problemas do nosso povo, mais violência e opressão.
Atos em todo o país
Além de São Paulo, foram realizados atos no Rio Grande do Sul, Florianópolis e Paraná. Na região sudeste, em todos os estados os trabalhadores ocuparam as ruas. No Rio de Janeiro a militância marchou no bairr de Santa Marta, periferia da capital exigindo o fim das guerras e da escala 6×1.
Juliete Pantoja, pré candidata ao governo do Rio de Janeiro esteve presente e declarou “Esses caras que nunca bateram um prego numa barra de sabão acham que podem obrigar o nosso povo a trabalhar sem nenhum descanso. Não conhecem a força do povo organizado! É preciso organizar cada vez atos como esse, até a vitória”
Após o ato, os trabalhadores se reuniram na quadra da Santidade Unidade de Santa Marta, onde realizaram uma feijoada. Para Sheila, trabalhadora e moradora do Santa Marta: “Esse ato foi muito importante pra gente aqui do morro. Mostrou que a UP não é só um partido pras eleições, mas que vem lutar com a gente contra essa escravidão”.
No Distrito Federal em Goiás também foi comemorado o primeiro de maio. No Mato Grosso, a Unidade Popular foi linha de frente da organização dos atos em, Sinop, Barra do Garças, Rondonópolis e na capital Cuiabá. Além disso, manifestantes ocuparam o shopping em protesto chamando outros trabalhadores a não aceitarem serem explorados pela escala 6×1 e baixos salários.
Camila Falcão, professora, militante do Movimento de Mulheres Olga Benário, e Pré-candidata ao governo do estado de Pernambuco esteve presente no ato em Recife e afirmou “uma das principais batalhas do povo trabalhador é derrubar essa maldita escala 6×1, que mata, que adoece a classe trabalhadora, que submete o povo a problemas de saúde mental e físicos”.
No Pará, estado onde os povos indígenas ocuparam um dos terminais do porto de Santarém para impedir a dominação de suas terras pela empresa Cargill os trabalhadores marcharam sob a palavra de ordem “trabalhar para viver e não viver para trabalhar” em Belém
Em todo o Brasil a militância da Unidade Popular, do MLC e dos seus movimentos honraram os trabalhadores de Chicago que deram suas vidas para que o dia 1° de maio fosse reconhecido enquanto dia dos que produzem as riquezas da sociedade, os trabalhadores. A classe trabalhadora e a UP reafirmaram seu compromisso em continuar ocupando as ruas para exigir o fim das guerras, da 6×1 e contruir o socialismo no nosso país.