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Polos territoriais ocupam papel central na Jornada Nova Primavera 2026

Os polos territoriais passam a ocupar papel central na Jornada Nova Primavera 2026 ao levar a formação política nacional diretamente para os territórios. Com mais de 100 polos cadastrados em 23 estados brasileiros, além de um polo ativo em Madrid, a iniciativa amplia a capilaridade da Jornada e fortalece o trabalho de base ao articular formação, mobilização e ação coletiva no cotidiano da militância.

A mudança se consolida a partir da quarta oficina, realizada em maio, quando a Jornada deixa de ser exclusivamente virtual e passa a incorporar uma dinâmica híbrida, com encontros presenciais nos territórios.

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Território como eixo

Os polos reúnem participantes da Jornada, militantes e educadores em torno de uma lógica de atuação contínua. Organizam encontros presenciais para participar das oficinas nacionais da Nova Primavera e serão incentivados a manter uma dinâmica formativa ativa para além dos momentos programados.

Mais do que espaços de formação, os polos podem funcionar como pontos de articulação política, conectando coletivos, lideranças locais e diferentes frentes de atuação. Esse processo tem potencial para ampliar a capacidade de mobilização e fortalecer redes que seguirão ativas após o término das atividades da Jornada.

“Quando a formação acontece no território, ela ganha mais continuidade, fortalece vínculos e amplia sua capacidade de organizar a militância no dia a dia”, afirma Tássia Rabelo, Secretária Nacional de Formação e Educação Política e diretora da Escola Nacional de Formação do PT.

Do encontro à organização

A regularidade dos encontros aprofunda uma dinâmica já presente: a concepção da formação como processo contínuo. Ao se territorializar, ganha mais densidade, fortalece vínculos e amplia a capacidade de mobilização da militância.

Nesse movimento, os polos passam a cumprir um papel mais estruturante, articulando formação e organização e contribuindo para dar ritmo e consistência à atuação política na base.

Caminho para a nucleação

A dinâmica construída pelos polos se insere como uma contribuição da formação política do PT ao processo de retomada dos núcleos de base como parte central da estratégia partidária. A frequência dos encontros, o contato direto entre os participantes e a organização das atividades criam condições concretas para a formação de grupos permanentes de atuação.

Esse processo reduz a dispersão e fortalece a continuidade do trabalho nos territórios.

“Os polos ajudam a estruturar a base no cotidiano. Não se trata apenas de realizar oficinas, mas de manter a militância organizada, ativa e conectada ao território”, completa Tássia.

Formação, organização e disputa política

Ao fortalecer a organização territorial, os polos também ampliam a capacidade de intervenção política nos territórios. Em um ano decisivo, podem se consolidar como espaços de mobilização e articulação política, contribuindo para a preparação da militância e para a presença do partido no processo eleitoral.

Além dos diretórios partidários, podem funcionar como espaços de polos em sindicatos, movimentos sociais, organizações do terceiro setor e até em casas de militantes, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa.

Com informações da Escola Nacional de Formação do PT