
No dia 10 de fevereiro de 2026, o jornal A Verdade denunciou que o Estado mantém mãe e filho presos injustamente por lutarem contra despejos em São Paulo. (https://averdade.org.br/2026/02/liberdade-ja-para-fernando-e-marina)
O caso do Fernando, um companheiro de luta, trabalhador, pai solo e sua mãe, Marina, uma mulher idosa, que, juntos, criavam 3 crianças num barraco em Mogi das Cruzes. Mãe e filho foram acusados e condenados sob tentativa de homicídio de forma injusta.
Quando foi preso, Fernando pediu para a família acionar os camaradas do Partido porque tinha certeza que não seria abandonado. Então, depois de organizar um time de advogados populares e de luta o MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) junto a outros movimentos sociais têm mobilizado uma campanha nas ruas pedindo a liberdade dos companheiros no Brasil inteiro e arrecadando recursos para visitas e para as crianças, uma vez que Fernando está há 700 km da capital, além de coletar assinaturas no abaixo assinado (https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR157319)
A campanha conta, também, com o envio de cartas aos companheiros para que permaneçam firmes e fortalecidos.
Leonardo de Paula e Beatriz Behling | São Paulo
Últimas notícias – “To caminhando, to trabalhando. O dia a dia é luta” declarou Fernando ao atualizar o advogados dos Movimentos Sociais envolvidos na campanha por liberdade sobre como tem sido os dias dentro da prisão. Ao realizar uma vídeo chamada com o advogado, Fernando nos atualizou sobre seu estado de saúde e como tem sido os dias privados de liberdade.
Presos há mais de 7 meses, Fernando e Marina têm enfrentado grandes dificuldades em manter o mínimo de dignidade para sobreviverem. Sem receber o jumbo (kits de alimentos, higiene e roupas), o companheiro está na luta para se manter íntegro, o camarada passou a trabalhar na prisão realizando serviços de limpeza dos raios e de entrega do alimento aos detentos. “Agora que to trabalhando mudei de raio. Aqui onde estou são 3 detentos por cela, onde estava eram 22 por cela. Eu tenho meu problema de respiração e lá onde eu tava todos fumavam.” relatou Fernando.
Mesmo com centenas de trabalhadores escrevendo cartas, prestando solidariedade e atualizando o companheiro sobre o que tem acontecido além dos muros da prisão, ao ser questionado o que tem achado, Fernando declarou: “Não recebi nenhuma correspondência. A última que recebi foi no mês passado da minha mãe. Fora isso não recebi nenhuma”. A privação e censura é tanto que até a conversa com o advogado Fernando não sabia que havia uma campanha exigindo a sua liberdade e a de Marina, sua mãe.
Do estado e da polícia dos ricos não poderia se esperar nada diferente. Durante toda a conversa, gravada, guardas carcereiros, observam, rondam e escutam os que os presidiários conversam com seus familiares e advogados, tornando o ambiente inibidor para os trabalhadores que relataram as suas reais condições.
Não temos tempo para ter medo
Em apenas 15 minutos de conversa com o advogado, tempo permitido pela lei carcerária, Fernando demonstrou como um revolucionário deve agir atrás das grades. Com sensibilidade, coragem e firmeza para encarar.
Preocupado com os companheiros e com a família, declarou: “o problema é a condição financeira de quem estiver disposta a vir de São Paulo. Aqui é bem longe, as passagens são bem caras.” O companheiro demonstra preocupação com a família e diz que gostaria que realizassem o cadastro na penitenciária para que ele possa compartilhar o pouco de dinheiro que recebe trabalhando com os filhos.
E finaliza sobre suas condições nas mãos do estado burguês e sua perspectiva: “Desde que fui transferido de Mogi eu passei muita dificuldade. Foram 4 meses bem difíceis, não tinha produtos de higiene, nem nada. Fui me virando. To tentando me reestruturar, na verdade não tenho nem tempo para ter medo, a gente vai lutando e seguindo em frente”.
Escreva para Fernando e envie para o Jornal A Verdade através do e mail sp@averdade.org.br.
Liberdade para Fernando e Marina Já
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