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Protestos contra Israel marcam final do Eurovision em Viena

Protestos contra Israel marcaram neste sábado (16/05) a final do Festival Eurovision da Canção 2026, em Viena. Os manifestantes criticam a participação de Israel no concurso europeu após a ofensiva israelense na Faixa de Gaza.

Mais de mil músicos assinaram cartas defendendo o boicote ao evento. Eles denunciam que os organizadores estariam normalizando crimes de guerra ao permitir a participação de artistas israelenses no festival.

Os manifestantes marcharam em direção à arena onde ocorre a final do festival, carregando bandeiras palestinas e uma enorme faixa com milhares de nomes de mortos em Gaza.

“Por que banir a Rússia, mas não Israel?”, também questionavam os manifestantes, ao criticar a diferença de tratamento dada pela União Europeia de Radiodifusão (UER) à Rússia e a Israel.

Moscou está fora da competição desde o início da guerra contra a Ucrânia, em 2022, enquanto Israel continua participando do evento, apesar das acusações de genocídio contra a população palestina na Faixa de Gaza.

Cinco países boicotaram o festival. Emissoras públicas da Espanha, Irlanda, Islândia, Holanda e Eslovênia anunciaram a retirada após a UER manter Israel na competição, apesar da guerra em Gaza.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que a decisão foi tomada “com a convicção de que estamos do lado certo da história”. “É uma questão de coerência, responsabilidade e humanidade”, declarou.

Milhares participam da Marcha do 78º Aniversário da Nakba na capital britânica
Ana Carla Góes / Opera Mundi

Londres

Outra grande manifestação ocorreu neste sábado (16/05), em Londres. Milhares de pessoas ocuparam as ruas da capital inglesa durante a Marcha do 78º Aniversário da Nakba, em memória do deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos de suas terras após a criação do Estado de Israel, em 1948.

A manifestação reuniu organizações pró-Palestina, movimentos antifascistas e entidades da sociedade civil britânica. O ex-líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, também participou dos protestos.

Os manifestantes defenderam o fim do apoio do governo britânico a Israel e pediram um cessar-fogo em Gaza. Neste ano, o grupo Stand Up to Racism incorporou sua tradicional marcha antifascista ao protesto pró-Palestina, ampliando a mobilização na capital britânica.

Ao longo da marcha, os participantes exibiram bandeiras palestinas, faixas e cartazes em defesa da população de Gaza e contra a ofensiva israelense no território. Segundo os organizadores, mais de 250 mil pessoas participaram do ato.

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