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Nessa terceira e última parte da minha autoetnografia de desconstrução do sionismo, trago reflexões sobre os custos pessoais e afetivos da ruptura e a busca por fontes alternativas de informação e de conexão. A ideia é proporcionar um pequeno mapa de orientação para quem pensa em seguir o mesmo caminho.
O primeiro tipo de conexão que busquei foi o da identificação com judeus que pensavam como eu e, inevitavelmente, a maioria estava nos EUA. O primeiro podcast que me marcou foi o Bad Hasbara dos humoristas Matt Lieb e Daniel Matté (este, filho do ilustríssimo médico Gabor Matté – sobrevivente do Holocausto e profissional que atende pessoas traumatizadas pela guerra). As conversas no Bad Hasbara são hilárias e tornam mais leve o peso da realidade. O próprio rap de abertura já é uma sátira à marca de start up nation, dizendo que Israel inventou tudo, do McLanche Feliz ao tomate cereja, passando por Michael Jackson e os atos de beber água, comer comida e respirar ar. Tudo isso fomos “nós” que inventamos. É hilário.
Virei fã do professor Peter Beinart depois de ler seu livro Being Jewish after the destruction of Gaza (2025). O que mais me marcou em seu pensamento é quando diz que ninguém te olhará torto em qualquer sinagoga por criticar ou duvidar da existência de Deus ou por descumprir alguma mitzvá1. Mas levantar o dedo para criticar Israel é punível, no mínimo, com o ostracismo social. A partir disso, o autor afirma que Israel tornou-se o bezerro de ouro dos hebreus: uma construção humana, portanto falha, que tomou o lugar de Deus como objeto de adoração. Referência semelhante é feita por Airan Milititsky Aguiar (2023) em seu artigo sobre a figura do Golem na mística judaica e a estadolatria a Israel. Como judeu observante, Beinart nos provoca a sair da condição de vítima eterna e mostra que houve momentos em que nosso povo foi, de fato, o opressor. Um exemplo é o de Purim, em que depois de executar Haman, o rei persa autoriza os judeus a vingarem-se da tribo do seu algoz matando dezenas de milhares de pessoas. É claro que as perseguições são uma marca de um povo tão diaspórico como o nosso, mas instrumentalizar o antissemitismo para justificar as atrocidades de Israel é inaceitável.
Também me tornei fã de Simone Zimmerman, a produtora de Israelism e acompanho suas inserções na mídia convencional e em podcasts de entrevistas. Grupos como o Jewish Voices for Peace, que fazem pressão no governo dos EUA com manifestações em massa, dão um alento de esperança, assim como intelectuais judeus como Naomi Klein e Katie Bogen. Outro ativista que me chamou a atenção é Jacob Berger, judeu americano que se mudou para o Egito para ajudar refugiados palestinos. E claro, há uma menção honrosa ao escritor judeu-americano Philip Roth e um livro em especial: Operação Shylock.
De Israel, acompanho a atuação da Standing Together, especialmente a militância de Alon Lee e o podcast The long answer, feito por uma judia israelense (Jess Bricker) e uma árabe israelense (Sally Abed). A conversa entre ambas, e entre elas e convidados rotativos, chega a um ponto tão sensível quanto profundo. Não consigo nem conceber a crise de identidade vivida por árabes israelenses, que são vistos como quinta coluna pelos judeus israelenses e como uma espécie de traidores pelos palestinos despossuídos nos territórios ocupados.
Dentre os árabes que me instigam a pensar sobre o tema está Bassem Youssef. O médico e humorista egípcio radicado nos EUA ganhou notoriedade após participar do programa Piers Morgan Uncensored. Há também o fenomenal jornalista Mehdi Hassan, que trabalhou na mídia mainstream dos EUA e apresentava um programa de debates chamado head-to-head na Inglaterra. Hoje ele tem seu próprio canal de Youtube, o Zeteo, e dá espaço a vozes alternativas.
Uma série que mexeu comigo e me fez entender a tragédia do exílio palestino (e de todo exílio forçado) é a série “Mo”, protagonizada pelo humorista Mohammed Amer. Em um misto de drama e humor, a série retrata os dilemas da apatridia e da construção de identidade de quem foi obrigado a fugir de sua moradia e já não se sente em casa no país hospedeiro nem em sua terra natal.
Do Brasil, há intelectuais que me agradam. O livro publicado por Michel Gherman, “O não judeu judeu: a tentativa de colonização do judaísmo pelo bolsonarismo” (2022), discorre com maestria sobre a relação entre o Estado, a sociedade brasileira e a comunidade judaica que aqui fincou os pés e a alma. Seu ponto de partida é a palestra feita por Bolsonaro em 2017 no clube A Hebraica do Rio de Janeiro em campanha eleitoral, quando se referiu a comunidades quilombolas em termos racistas e solidificou o vocabulário nazista que daria o tom do seu governo. Gherman é uma voz do sionismo de esquerda que mostra com rigor acadêmico a ladeira escorregadia que levou boa parte dos judeus brasileiros a abraçarem a extrema-direita. Ele argumenta que os judeus deixaram de ser um dos grupos preferenciais de perseguição do Estado e por não estarem mais entre a cruz e a espada deixaram de lado os valores humanistas que caracterizaram as gerações anteriores para encarnar a imagem do judeu imaginário e da Israel bíblica.
A tese de Bruno Huberman tem como objeto a “colonização neoliberal de Jerusalém após Oslo” (2020) e, por meio de uma chave marxista e antissionista, identifica traços clássicos de imperialismo por parte do sionismo e de Israel, como a espoliação, o roubo e o uso da força sobre quem morava lá antes das migrações judaicas. Seu ponto final é a urbanização de Jerusalém sob a lógica do empreendedorismo neoliberal, mas boa parte do estudo dedica-se ao que veio antes disso. E assim como intelectuais judeus dos EUA, Bruno sofreu pressão ao ter de responder a uma acusação nebulosa, feita também ao professor Reginaldo Nasser, de antissemitismo na universidade em que lecionam, a PUC-SP. Até onde se sabe, o caso foi encerrado sem comprovação alguma, A melhor cobertura sobre o assunto foi feita pelo podcast da Rádio Escafandro número 143, “Sob a sombra de Israel”.
Ainda pelo viés marxista, Breno Altman tem se destacado com a publicação de livro, palestras Brasil afora e muito conteúdo produzido no Opera Mundi. Seu estilo eloquente e direto não ofusca a profundidade e o embasamento de seus argumentos, ainda que eu não concorde com tudo o que diz, especialmente com o uso excessivo de adjetivos, caracterizando o sionismo como o grande mal do mundo. Mas seu argumento central, de que Israel decorreu de um projeto colonial e que há em curso um genocídio executado por um regime de apartheid, é incontestável.
Passei a admirar o trabalho da professora Arlene Clemesha, em especial seu livro sobre a relação entre os judeus e o marxismo (2025). Em entrevista para o podcast Guilhotina do Le Monde Diplomatique ela sugeriu uma crise de consciência do judaísmo em face a Gaza – o que gerou comoção e raiva dentro da comunidade por ela não ter lugar de fala. Também mostrou em seu livro que a convergência entre judaísmo e sionismo nos séculos XIX e XX não foi natural e inevitável, destacando o papel de inúmeros líderes judeus na esquerda europeia antes da criação de Israel.
Mais do que isso, essa temática me traz muito orgulho, pois mostra o peso que intelectuais judeus tiveram na formação do pensamento ocidental durante e após o iluminismo. Esse iluminismo judaico, conhecido como Haskalá, foi de Marx a Einstein, passando por Kafka, Freud, Buber, Hannah Arendt, pelos pensadores da Escola de Frankfurt e mais uma infinidade de nomes.
Outro livro crucial é “O judeu pós-judeu: judaicidade e etnocracia” de Bentzi Laor e Peter Pál Pelbart (2024). Um dos capítulos mais marcantes mostra a discrepância entre o tesouro filosófico e espiritual do judaísmo e a criação de uma etnocracia que tende a sequestrar essa herança e a anular visões divergentes, externas ao sionismo. Também mostram como a culpa histórica da Alemanha fez com que o Holocausto fosse elevado a evento único e não comparável a outros genocídios, deixando em segundo plano as brutalidades cometidas por europeus nas suas colônias ultramarinas, além de consolidar a ideia de que antissionismo equivale a antissemitismo.
Na literatura de ficção, o judeu gaúcho Michel Laub escreveu um livro chamado “Diário da queda” (2011) que conta de forma autobiográfica a vida de um menino judeu, neto de imigrantes, na escola judaica de Porto Alegre. A crueldade que surge entre as crianças nesse microcosmo de filhos e netos de pessoas traumatizadas pela guerra, que discernem judeu de goy, rico de pobre, forte de fraco e amigo de inimigo dos judeus é muito bem trabalhada e remete ao que eu mesmo vivi na infância.
Ainda no mundo da intelectualidade, a professora Carla Habif foi um achado das palestras no Hillel do Rio. Sua pesquisa sobre resistência civil e movimentos não violentos em Israel e na Palestina (2024) é interessante e revela uma alternativa possível para o conflito.
Eu sei que você pode me julgar pela quase ausência de nomes árabes e/ou palestinos, ainda que eu tenha frequentado eventos de coletivos pró-palestina. Admito que essa autoetnografia tem um viés, uma projeção, uma busca por semelhantes, por quem é judeu “como eu”. Eu me vejo toda vez que algumas dessas pessoas acima mencionadas, e muitas outras, começam um depoimento dizendo que vieram de uma família judaica não muito praticante, não muito sionista, mas com uma conexão quase natural com Israel e que, em algum momento, se viram sufocadas por essa bolha e foram compelidas a romper laços afetivos por não endossar o consenso.
É uma espécie de dilema da caverna de Platão. Por algum gatilho, seja antes ou depois do sete de outubro, essas pessoas, assim como eu, entortaram o pescoço, olharam para fora da caverna e enxergaram um mundo muito mais complexo do que aquele das sombras que são projetadas na parede. A visão da diáspora judaica, via de regra, é isso: um achatamento de sombras idealizadas, tanto do antissemitismo quanto da terra de leite e mel idílica onde judeus vivem em segurança e dão as mãos em uma eterna dança de Hora. Na metáfora de Platão, quem volta para relatar o que viu é taxado como louco e é morto pelos prisioneiros que resistem a perder suas ilusões. No nosso contexto, a morte é simbólica, é a exclusão e o exílio afetivo.
É preciso sair da ilha para ver a ilha
A frase de José Saramago “é preciso sair da ilha para ver a ilha” explica o que escrevi até agora. Nunca me senti plenamente dentro da ilha, por isso foi mais fácil sair dela. Estudei na Escola Israelita de Curitiba, onde mais da metade da minha turma era composta por filhos de grandes e megaempresários ou de profissionais liberais de classe-média alta. Ter sido um dos “não ricos” da turma, que naquele contexto correspondia a não ser servido por babás, empregadas domésticas, motoristas particulares e carros e apartamentos de luxo ou de alto padrão me fez ver o peso da classe nas relações sociais e me obrigou a buscar amigos e visões de mundo do lado de fora daquela ilha.
Por outro lado, ter participado por muito tempo do movimento juvenil Habonim Dror foi crucial para me descobrir como educador. Vivi bons momentos e aprendi muito sobre os pensadores sionistas e a história de Israel contada pelo “nosso” lado. Mas tenho consciência de que a história palestina passou despercebida e que muitas das brincadeiras envolviam a emulação de atividades militares da IDF. Segundo depoimento de um dos entrevistados de Bento (2025), essa socialização com componente militar casa com o que se vê quando se visita Israel: “quando as pessoas chegam lá e vão visitar, elas acham tudo bonito, tudo faz parte de uma estética, faz parte de uma narrativa onde o belo, o bom e o sagrado estão relacionados com os elementos do soldado, da arma, uma mitologia de uma defesa”.
Fiz Bar-Mitzvá, frequentei aulas e shabatot no Beit Chabad e fiz duas viagens subsidiadas com esta instituição: aos dezenove anos passei cinco semanas na Escola Rabínica (Yeshivá) de Morristown, em Nova Jersey, e dois anos depois participei do Projeto Alicerces – uma viagem pelo leste europeu para conhecer os lugares de onde vieram nossos antepassados ashkenazim. Joguei campeonatos de futsal pelo Centro Israelita do Paraná, frequentei eventos sociais, mantive algumas poucas amizades e não tive mais contato com as inimizades. Tudo isso fez de mim o que sou hoje. Não consigo e não quero me libertar de algumas das estruturas psicossociais construídas por experiencias boas e ruins que tive nesse mundo. Mas não posso me limitar a elas. No livro “Caminhos divergentes judaicidade e crítica do sionismo” Judith Butler diz que é surpreendente que muitas pessoas acreditam que “afirmar a judaicidade é afirmar o sionismo” e que também é preocupante que muitos judeus reneguem sua judaicidade por não aceitar as políticas do Estado de Israel. Eu me somo a ela nesse esforço de valorizar a herança judaica sem endossar o que o sionismo tem feito em seu (e em meu) nome. Inclusive, entendo o brit milá (a circuncisão ritual judaica) do meu filho recém-nascido como um ato político de continuidade da minha (agora nossa) vida no judaísmo e da manutenção da tradição judaica por um caminho separado do sionismo. Que esta seja uma porta aberta para que ele, lá na frente, possa escolher o rumo espiritual e identitário da sua própria vida.
Antes do fim, prometi que voltaria ao tema do antissionismo. Apresento todos os sintomas para ser um judeu antissionista, mas até agora não conseguia me definir assim. Afinal, por que apenas os judeus não têm direito à autodeterminação? Se os armênios conquistaram seu Estado após sofrerem um genocídio nas mãos do Império Otomano por que aos judeus é vetada essa opção? O caráter diaspórico deste povo é justificativa suficiente para que não possa ter sua identidade atrelada a um Estado?
Por outro lado, por que essa autodeterminação precisava ocorrer onde os judeus eram menos de 3% da população? Se o sionismo foi um empreendimento secular, por que a escolha do lugar foi com base na religião? E em sendo na Palestina, tão distante dos grandes centros demográficos judaicos dos séculos XIX e XX, a criação de um Estado binacional não teria sido mais condizente com a essência diaspórica e de alteridade da judaicidade?
Em meio a esse conflito de ideias tento me prender na ilusão do contrafactual, em dois caminhos que poderiam ter sido seguidos. O primeiro seria a construção de um Estado onde os judeus eram a maioria ou próximo disso em algum rincão do leste europeu, no entreguerras ou no pós-guerra. Ora, um punhado de Estados surgiu do esfacelamento dos impérios russo, alemão, austro-húngaro e turco após a Primeira Guerra Mundial. Por que um Estado iídiche não foi nem cogitado nesse contexto? Essa é a provocação de fundo que aparece no livro “Operação Shylock” de Philip Roth.
O segundo, seria abrir mão da autodeterminação plena para construir um Estado binacional, com direitos iguais para judeus e não judeus na Palestina. Os outros nacionalismos europeus construíram Estados onde já havia nações com maioria demográfica. O sionismo tinha o desafio de ser excepcional – construir um Estado para uma nação que não era maioria em lugar algum. E para se tornar maioria em algum lugar precisaria despojar quem lá estava, fosse comprando ou ocupando terras. Mas o sionismo real não foi excepcional, foi apenas mais um nacionalismo europeu que buscou um Estado para uma nação. Não é relevante se as pessoas que lá moravam se viam como uma nação palestina, árabe ou não, se almejavam um Estado próprio ou não. O fato é que sofreram prejuízos materiais e imateriais irreversíveis por conta do sionismo e seu ressentimento é legítimo. Se a lei do retorno vale para judeus após dois milênios de exílio, por que não vale para palestinos deslocados pela Nakba há menos de um século? Peter Beinart (2025) questiona: Se África do Sul, Irlanda do Norte e os estados do sul dos EUA tornaram-se sociedades menos cruéis com o fim das leis de segregação, por que é tão difícil pensar o mesmo para Israel-Palestina?
Segundo Hilan Bensusan (apud Bento, 2025):
(…) é como judeu que cresceu sentindo com todas as forças a história desse povo e mesmo as lutas em torno do sionismo é que eu olho para o que ocorre agora e penso que quem fala pelos judeus e quem fala pelo sionismo não entendeu nada”. O sionismo não está autorizado a reivindicar a identificação com os valores judaicos porque “os judeus que bombardeiam Gaza e defendem sua supremacia nos territórios ocupados e nas cidades onde palestinos/as residem fazem de sua história uma variante das histórias das nações europeias que colonizaram o mundo porque tinham armas e certezas para tanto.
A provocação de Butler é essa: se o elemento diaspórico da convivência com o outro está tão presente nos valores judaicos, por que é tão difícil resgatá-lo em Israel? Talvez esse tenha sido o pecado original do sionismo: ter sido a mimetização dos nacionalismos europeus sem considerar que a nação que ocuparia o novo Estado era singularmente diaspórica. Portanto, esse sionismo materializado em 1948, que se tornou expansivo e mais excludente após a ocupação de Gaza e Cisjordânia em 1967, ainda mais repressivo após a Intifada de 1987, que flerta com o fascismo desde a ascensão de Netanyahu em 1996 e com o genocídio após 2023, não me representa. Não me resta outra alternativa a não ser me declarar antissionista. Sinto um pesar imenso por abandonar qualquer resquício de esperança na autodeterminação nacional do povo judeu com valores humanistas. Mas também sinto vergonha por ter levado tanto tempo para perceber o caminho que essa ideologia tomou.
Termino essa autoetnografia incentivando que mais judeus façam esse esforço de sair da ilha, olhar para trás, enxergar as lacunas em suas formações e repensar a questão da alteridade na judaicidade. Em um mundo de algoritmos movidos por conflito e engajamento, sei que essa é uma tarefa árdua. Você deve ter percebido que as novas conexões que fiz não são, de fato, conexões pessoais. São pessoas públicas, escritores e produtores de conteúdo cujo trabalho passei a admirar. Mas sei que há mais gente anônima por aí com a mesma inquietação se conectando entre si, inclusive comigo. Há coletivos se formando, como o Vozes Judaicas por Libertação, atividades educativas sendo feitas e um sentimento meio difuso de “não em nosso nome”. Sair da ilha de Saramago ou da caverna de Platão não é fácil, o custo emocional é alto. Mas tenho orgulho de poder dizer para o meu filho, no futuro, de que lado seu pai esteve quando esse delírio coletivo ganhou forma.
Referências
BEINART, Peter. Being Jewish after the destruction of Gaza: A Reckoning. Nova York: Alfred A. Knopf. 2025.
BENTO, Berenice. Dispositivo sionista e seus descontentes: histórias de pessoas judias antissionistas. Coimbra: Universidade de Coimbra, 2025.
BUTLER, Judith. Caminhos divergentes: judaicidade e crítica do sionismo. 1ª Ed. – São Paulo: Boitempo, 2017.
CLEMESHA, Arlene. Marxismo e judaísmo: história de uma relação difícil. Boitempo Editorial, 2025.
GHERMAN, Michel. O não judeu judeu: a tentativa de colonização do judaísmo pelo bolsonarismo. São Paulo: Fósforo, 2022.
Habif, Carla Albala. Construindo shalom/salam. Uma análise sobre o papel da não violência conjunta entre palestinos e israelenses e da criatividade do sujeito pacificador. Tese de Doutorado. PPGRI, PUC-Rio, 2024.
Huberman, Bruno. A colonização neoliberal de Jerusalém após Oslo: desenvolvimento, pacificação e resistência em Palestina/Israel. PPGRI San Tiago Dantas, 2020.
LAUB, Michel. Diário da queda. Companhia das Letras, 2011.
Aguiar, Airan Milititsky. Entre o punho e a palavra: a alegria do Schabbat, o Golem e o Estado de Israel. XIII Semana Acadêmica do PPG em Filosofia da PUCRS (23.: 2023 : Porto Alegre, RS), 2023.
1 Obrigações de comportamentos éticos atribuídas a todo judeu de acordo com o Velho Testamento.
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