
Em abril desse ano a justiça eleitoral do Equador, aliada do governo de Daniel Noboa, cassou o registro eleitoral da Unidad Popular para impedir o partido de participar das futuras eleições em novembro. Após muita mobilização e denúncias, a decisão foi anulada.
Redação
INTERNACIONAL- Após a o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador cassar o registro eleitoral do Partido Unidad Popular (UP) de lá, em abril desse ano, as mobilizações e denúncias nas ruas de todo o país obrigou a justiça reverter a decisão do Conselho, aliado de primeira ordem de Daniel Noboa, presidente do Equador e serviçal do fascismo internacional na figura de Donald Trump.
Com mais de 200 mil filiados no país e estando na linha de frente contra as medidas neoliberais do governo Noboa, a UP participou das últimas greves, passeatas e mobilizações em conjunto com os indígenas, camponeses, sindicatos e movimentos sociais em todo o país. Aqui no Brasil, a Unidade Popular (UP), expressou a solidariedade com o partido irmão, somando-se aos esforços internacionalistas para denunciar as perseguições da direita fascista equatoriana e sua política de “desmonte imposto pelo FMl e pelas elites mundiais”.
Derrota do governo e perseguição
Em novembro de 2025 o governo convocou um plebiscito nacional que foi vergonhosamente derrotado pela força das ruas. O presidente, que espalhava pelos quatro ventos que sairia vitorioso amargou uma imensa derrota nas urnas.
O plebiscito tinha como proposta a criação de uma base militar americana no país e criar uma nova constituição, ampliando os poderes do presidente. Acontece que a população rejeitou as propostas com mais de 80% dos votos.
Em novembro desse ano o Equador passará por eleições gerais, onde mais de 5 mil cargos entre prefeitos, vereadores e outras representações locais. Para impedir o crescimento da oposição e uma nova derrota, o presidente mandou o CNE cassar o registro da UP.
Justiça conquistada pela luta
Após muita mobilização e denuncias, a justiça foi feita. A juíza do Tribunal eleitoral Ivone Coloma Peralta, anulou a decisão do Conselho Nacional Eleitoral de Noboa constatando os erros do processo. Ou seja, ficou feio até para a justiça burguesa sustentar a mentira do presidente fascista.
Em nota o partido afirmou que “Hoje a democracia venceu e a luta organizada venceu. Diante das tentativas de proscrição e perseguição política, a militância da Unidad Popular se manteve firme, defendendo seus direitos e a vontade de milhares de equatorianos.
Não conseguiram nos apagar nem nos silenciar. A Unidad Popular vive, se fortalece e estará na cédula participando das eleições de 2026, levando sua voz e suas propostas junto ao povo”.
“Atentos e fortes”
Em um momento onde o fascismo tenta colocar suas garras novamente em toda a América Latina, precisamos fortalecer ainda mais as mobilizações e não sair das ruas.
A invasão e sequestro na Venezuela, as ameaças de invasão a Cuba, a taxação sobre o Brasil novamente demonstram que só a luta pode garantir a soberania de nosso continente e derrotar o fascismo.
Essa derrota de Noboa é prova de que a luta garante o futuro. Sigamos o exemplo de nossos irmãos equatorianos. E que viva a luta internacionalista contra o fascismo e seus lacaios.