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Brasil e Interpol reforçam cooperação contra o crime transnacional e asfixia financeira de facções

Em sua última agenda em Genebra, na Suiça, após o G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou uma reunião de trabalho entre a Polícia Federal e a Interpol que marcou novos avanços na cooperação internacional contra o crime organizado transnacional.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o secretário-geral da Interpol, Valdeci Urquiza, o encontro consolidou iniciativas concretas que envolvem inteligência policial, rastreamento de ativos, combate ao narcotráfico, fraudes internacionais, crimes ambientais e tráfico de pessoas.

Coalizão Sul-Americana e Recuperação de Ativos

O principal anúncio foi a criação de uma coalizão unindo os 12 países sul-americanos. Com sede no escritório da Interpol em Buenos Aires, o grupo focará no enfrentamento conjunto ao tráfico de drogas, armas e crimes ambientais.

A reunião também destacou a “difusão prateada”, ferramenta da Interpol focada na recuperação de ativos. Diferente da busca por foragidos (difusão vermelha), essa iniciativa mira o patrimônio oculto e o poder econômico das redes criminosas. “Ano passado, retiramos mais de R$ 10 bilhões do crime organizado; agora ampliaremos essa capacidade operacional no mundo inteiro”, pontuou Andrei Rodrigues.

Segurança Financeira e Expansão na Europa

A Polícia Federal articula ainda uma parceria com a Febraban para permitir que bancos consultem bases de dados da PF e da Interpol, aumentando a segurança do sistema financeiro contra fraudes. No campo da presença internacional, foi confirmada a instalação de uma adinância da PF na Suíça ainda este ano, reforçando o rastreio de crimes financeiros em território europeu.

Combate a Golpes Digitais e Resgate de Vítimas

Valdeci Urquiza detalhou o combate aos centros de fraude, quadrilhas globais que aplicam golpes digitais e utilizam mão de obra escrava oriunda do tráfico de pessoas. A Interpol e a PF atuarão na identificação desses grupos e no resgate de brasileiros submetidos a regimes forçados nesses centros.