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Ataques israelenses em Gaza mataram mais de mil palestinos desde cessar-fogo de outubro, diz Ministério da Saúde

Os recentes ataques israelenses na região de al-Mawasi, no sul de Gaza, deixaram pelo menos dois palestinos mortos e outro ferido após um bombardeio em uma área designada por Israel como zona humanitária para deslocados.

Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18/06) pelo Ministério da Saúde do Enclave,o número de palestinos mortos por fogo israelense em Gaza ultrapassou 1.000 desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025, que reduziu os combates em larga escala, mas não interrompeu totalmente as operações militares israelenses no enclave.

Segundo autoridades médicas locais, três pessoas morreram após um ataque israelense atingir um veículo que trafegava pela avenida Omar al-Mokhtar, uma das principais vias da Cidade de Gaza. Horas depois, outra pessoa foi morta durante uma operação militar israelense na região central do enclave. O Exército de Israel afirmou que o ataque ao veículo teve como alvo integrantes do Hamas, mas não comentou imediatamente o segundo incidente.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, incluindo o episódio mais recente, o total de mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo chegou a 1.009. Israel, por sua vez, afirma que quatro de seus soldados foram mortos por grupos armados palestinos no mesmo período.

As negociações para um novo acordo seguem sem avanços significativos. Israel e Hamas permanecem divididos sobre a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza.

O acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entre Israel e o Hamas está em processo há oito meses
ONU

Impasse persiste nas negociações sobre Gaza

Nesta segunda-feira (15/06),  representantes do Hamas participaram de uma reunião no Cairo com mediadores do Egito, Catar e Turquia para discutir a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. O encontro antecede uma reunião ampliada entre facções palestinas e integra os esforços para manter a trégua negociada com mediação dos Estados Unidos.

Durante as discussões, o Hamas reafirmou que a retirada completa das tropas israelenses do território palestino é condição para avançar nas próximas etapas do acordo. Segundo o grupo, o desarmamento das facções palestinas só poderá ser debatido após o fim da presença militar de Israel em Gaza.

As conversas também abordaram o futuro da administração civil do enclave. De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, o movimento sinalizou abertura para transferir a gestão civil de Gaza a um comitê palestino, tema considerado fundamental para a reconstrução e governança do território.

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