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Cordel, fé e resistência: MST celebra o 6º Arraiá da Reforma Agrária no Ceará

Foto: Aline Oliveira

Por Aline Oliveira
Da Página do MST

Na noite do último sábado, 20, cerca de 5 mil pessoas participaram do 6º Arraiá da Reforma Agrária do MST no Ceará, realizado no Centro Frei Humberto, na Rua Paulo Firmeza, em Fortaleza. O evento reuniu música, quadrilhas juninas, comidas típicas e manifestações da cultura popular, fortalecendo a identidade camponesa e a luta pela Reforma Agrária Popular.

A programação contou com as apresentações das quadrilhas Brilho Junino e Raízes do Sertão, ambas do assentamento 25 de Maio, em Madalena. Nesta edição, a Brilho Junino apresentou o tema “Cordel: os versos da nossa história”, enquanto a Raízes do Sertão levou ao palco “Santo roubado, milagre esperado”, destacando a força da tradição nordestina.

Além das apresentações, o público aproveitou pratos típicos de São João, como pratinho, bolos e outras iguarias tradicionais, que completaram o clima de festa e confraternização.

A noite também foi marcada pelos shows de Vanessa A Cantora, que abriu a programação, e de Igor Guerra, com repertório de forró romântico.

Foto: Aspásia Mariana
Foto: Aline Oliveira

Para Keila Lima, da coordenação nacional do MST, o Arraiá do Frei Humberto já integra o calendário do Movimento e cumpre o papel de levar à capital a cultura construída nos assentamentos da Reforma Agrária do estado.

“Esse é o sexto ano que realizamos o Arraiá do Frei. A gente traz a cultura camponesa dos assentamentos do Ceará para a capital, para mostrar que a Reforma Agrária é conquista de terra, é conquista de direitos, mas também é cultura. É com muita alegria que recebemos duas quadrilhas vindas do nosso primeiro assentamento do MST no Ceará”, afirmou.

Fernanda Melo, coordenadora e organizadora da quadrilha Brilho Junino, destacou a emoção de trabalhar com as crianças e os desafios para manter o projeto, especialmente os financeiros.

Fotos: Aline Oliveira

“Para a gente, é um prazer muito grande organizar essas crianças. É muito desafiador sair com eles, porque a questão financeira pesa muito. Nem sempre a gente consegue dar conta de tudo”, disse.

Ela explicou ainda que a quadrilha reúne crianças de 7 a 12 anos e que toda a produção dos figurinos é feita pela própria equipe, com apoio de algumas mães.

“Nós temos crianças de 7 a 12 anos e, enquanto organização, temos o desafio de pensar o figurino e fazer tudo de acordo com a temática. A confecção somos nós que organizamos, e algumas mães vêm somar para conseguirmos fazer”, completou.

Foto: Aline Oliveira
Foto: Aspásia Mariana

O Arraiá do Frei é uma realização da Associação de Cooperação Agrícola do Estado do Ceará (ACACE), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Central das Cooperativas das Áreas de Reforma Agrária do Ceará (CCA-CE) e do Instituto Esperançar, com apoio do Instituto de Arte, Cultura e Comunicação Popular Patrícia Galvão.

*Editado por Solange Engelmann

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