O Jornal A Verdade publica mais uma poesia enviada por brigadistas, leitores e apoiadores da nossa imprensa
Raquel Brito | São Paulo
Cultura – A engrenagem que mói
é a que escraviza a gente.
Se gera a riqueza
e devolve pra ele.
Se trabalha e compra,
Não se recebe o excedente.
Mas se ele tem,
sempre quer mais.
E trabalho morto acumulado,
de tempos atrás.
Trabalhador ganha o salário
e volta com ele
pra criatura
que não lhe compraz.
A mais valia acumulada
volta
pra máquina,
monstro devorador.
Sanguessuga de trabalho
do suor do trabalhador
Levanta,
tropa produtora.
Das tuas mãos
é o trabalho!
Sublime luta,
fogo e ardor.
Machado, martelo e foice,
fim do monstro
desagregador.
E se ergue a bandeira
da livre, justa, ampla a paz,
da pátria eterna de esperança,
do trabalhador que tudo faz,
sob o monstro derrotado
que sob a terra jaz.