
Após dar continuidade às investidas do bolsonarismo contra o próprio país, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem tentando reverter os danos à sua imagem, bastante desgastada também por sua proximidade com o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, dono do Master, e pelo dinheiro pago por ele a Flávio para supostamente financiar filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
Agora, o senador tenta posar novamente de patriota, ao pedir para participar de audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no dia 6 de julho, na qual estarão em pauta as tarifas impostas por Donald Trump ao Brasil.
Se for autorizado, Flávio deverá usar o espaço como palanque, defendendo o fim das tarifas após todos os ataques em sentido contrário dele e de seu clã que levaram às sanções ao Brasil. Essa possibilidade não deixa de ser interessante para o presidente estadunidense, que não esconde seu desejo de interferir nas eleições brasileiras a favor da extrema direita.
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Depois da solicitação de Flávio, o Itamaraty divulgou nota, em uma rede social, nesta quarta-feira (24), dizendo que “os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história” e que “o Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”.
Além disso, ressalta: “O que os traidores da Pátria devem ao Brasil é um pedido de desculpas pelas tarifas e pelos prejuízos causados a milhares de brasileiros”.
A nota também explica que as audiências públicas da Seção 301 nos Estados Unidos são espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. “Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas”, destaca.
O ministério das Relações Exteriores ainda ressalta que o governo brasileiro tem usado os canais formais de negociação entre os dois países, desde 15 de julho do ano passado, para reverter o estrago incitado pela extrema direita desde que teve início, no ano passado, o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe.
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As novas medidas contra o Brasil foram anunciadas no dia 2 de junho, como desdobramento das investigações abertas no ano passado contra o País. Poucos dias antes, no final de maio, Trump recebeu Flávio, Eduardo e o fiel escudeiro do clã, Paulo Figueiredo, na Casa Branca.
Desde o anúncio, as autoridades brasileiras intensificaram as tratativas com os estadunidenses. Conforme lembrou o Itamaraty, o governo Lula “apresentou duas defesas escritas demonstrando que as políticas brasileiras não prejudicam o comércio com os Estados Unidos e realizou reunião de consultas governamentais com os EUA, em Washington, com delegação de alto nível”.
O USTR fixou a data de 15 de julho para uma definição final sobre o tema e o governo brasileiro trabalha para resolver a contenda até lá. Desta vez, foi estabelecida a alíquota de 25% sobre todos os produtos exportados, com algumas exceções sobre mercadorias de maior interesse dos EUA, tais como carnes bovinas, café, aeronaves e peças, suco de laranja, terras raras, minérios e combustíveis, entre outros, além de medidas contra o Pix, entre outras.
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