O atraso nas negociações entre Israel e Líbano decorre de divergências sobre as zonas-piloto propostas, das quais Israel deverá se retirar e o Exército libanês assumirá total responsabilidade pelo território, disse uma fonte regional ao Haaretz. Dessa forma, acrescentando que um mapa foi apresentado às partes, mas nenhuma delas o validou.
Os comentários da fonte surgem depois de um funcionário israelense ter afirmado, antes do início das negociações, que as partes se reuniriam “com mapas” para delimitar as zonas piloto, algumas das quais se encontram na zona tampão ocupada por Israel.
Beirute e Tel Aviv devem continuar as conversas nesta sexta-feira (26/06) no Departamento de Estado dos EUA, em Washington, depois que as delegações não conseguiram chegar a um acordo nos três primeiros dias de conversas.
Era esperado que a quinta rodada de negociações durasse três dias e se concentraria nos termos do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah e na redistribuição do Exército Libanês no sul do Líbano, em paralelo à retirada militar israelense dos territórios que atualmente controla no sul libanês.
Altos funcionários israelenses e libaneses negaram na quinta-feira (25/06) que tenha havido qualquer retirada do Exército de Israel do sul do Líbano ocupado, depois que um funcionário do Departamento de Estado dos EUA afirmou que Tel Aviv havia se retirado de partes do território que ocupa em sua guerra contra o Hezbollah, em um gesto que o funcionário descreveu como de “boa fé” em relação ao governo libanês.
Segundo o Haaretz, um alto funcionário da segurança libanesa afirmou desconhecer qualquer retirada israelense confirmada da chamada zona tampão no sul, dizendo que não havia recebido informações que indicassem que tal movimento tivesse ocorrido.
As ofensivas entre as Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Hezbollah continuaram nesta sexta-feira. O Exército israelense afirmou ter matado sete membros do grupo libanês que haviam transferido armas para perto de soldados no sul do Líbano. Em um comunicado no Telegram, as Forças Armadas de Tel Aviv afirmaram ter atacado os supostos membros perto da chamada “zona de segurança” na área de al-Manzala, que era usada como “posto de combate e observação”.

Foto: NNA
De acordo com a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA) , as IDF também lançaram panfletos sobre al-Mansouri, uma cidade no sul do Líbano, ordenando que os moradores deixassem o local. Essa foi a primeira vez desde que o cessar-fogo entre Israel e a Resistência Islâmica entrou em vigor.
Segundo relatos à NNA, as forças israelenses ainda realizaram uma nova incursão terrestre utilizando veículos militares e tratores, partindo da cidade de Haddatha em direção aos arredores de Haris, no distrito de Bint Jbeil.
Em seguida, as IDF se posicionaram dentro de uma casa pertencente a Ibrahim Hijazi e realizaram extensas operações de varredura na região circundante. A movimentação foi acompanhada por intensa atividade de drones de vigilância e reconhecimento sobrevoando a área.
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