Em decisão anunciada nesta sexta-feira (26/06), o Tribunal Distrital Central de Seul condenou a ex-primeira-dama Kim Keon Hee à pena de sete anos de prisão por violação da Lei sobre Recebimento de Subornos para Mediação.
Segundo a imprensa local coreana, os magistrados consideraram Kim culpada de aceitar joias, uma bolsa de grife e outros itens de luxo em troca de favores políticos durante o governo do seu marido, o ex-presidente Yoon Suk Yeol (2022-2025).
No texto da sentença, o magistrado Cho Sun Pyo afirmou que “a ré se aproveitou de sua influência como esposa do presidente e do cargo de primeira-dama para oferecer favores políticos em troca de presentes e vantagens ilegais”.
Entre os itens recebidos pela ex-primeira-dama estão joias avaliadas em mais de 100 milhões de won (cerca de R$ 337 mil) do dono de uma construtora em troca de um emprego público para o genro dele e uma bolsa da marca Dior dada por um pastor, também em troca de favores relacionados a funções públicas, de acordo com reportagem do diário Korea JoongAng Daily.
Além da pena de prisão, ela recebeu uma multa de 64,8 milhões de won (cerca de R$ 219 mil). O Tribunal também ordenou o confisco de todos os itens que ela recebeu.
A audiência que resultou na condenação de Kim foi solicitada após a Procuradoria Especial Anti Corrupção da Coreia do Sul recomendar a prisão preventiva da ex-primeira-dama.
Marido golpista
Vale recordar que o marido de Kim, o ex-presidente Yoon Suk Yeol, se encontra preso, condenado a prisão perpétua pelo crime de insurreição e tentativa de golpe de Estado, a partir da aplicação de Lei Marcial em dezembro de 2024, medida que foi considerada ilegal.

Presidência da Coreia do Sul
Recentemente, em 12 de junho passado, Yoon sofreu outra condenação, com pena de 30 anos de prisão, em função do envio de drones militares para a Coreia do Norte – decisão avaliada pela Justiça como um subterfúgio para a aplicação da Lei Marcial em dezembro de 2024.
Após falhar em aplicar a Lei Marcial, Yoon foi afastado do cargo e acabou sofrendo o impeachment, consumado em abril de 2025.
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