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Trump retoma ameaças de anexar Groenlândia: ‘deve ser controlada pelos EUA’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a manifestar nesta terça-feira (07/07) a sua ambição em anexar a Groenlândia, ilha no Ártico pertencente à Dinamarca, ameaçando retirar as suas tropas militares da Europa.

“A Groenlândia deveria ser controlada pelos Estados Unidos”, declarou o republicano durante uma coletiva ao lado de seu homólogo turco Recep Erdogan, à margem da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizada em Ancara. A reunião de alto nível termina nesta quarta-feira (08/07).

De acordo com Trump, a ilha “é um dos motivos pelos quais as relações [dos EUA] com a OTAN foram prejudicadas”, já que a Groenlândia “não ajuda a Dinamarca” e não é ajudada por ela. 

“A Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas é uma parte importante para os Estados Unidos, e está cercada por navios chineses e russos“, acusou, sem apresentar provas. “Poderíamos retirar todos os nossos soldados da Europa”, acrescentou.

O republicano repetiu o pretexto usado em seus discursos no início de seu segundo mandato, quando afirmava que não se podia confiar na Dinamarca para proteger a ilha de supostos interesses chineses e russos. O impasse, que ganhou dimensão diplomática na Europa como um todo, se intensificou em dezembro, quando Trump afirmou que seu país “precisa ter” a Groenlândia para uma suposta “segurança nacional”.

Presidente dos EUA, Donald Trump, é recebido pelo homólogo turco Recep Tayyip Erdoğan em Ancara, antes da cúpula da OTAN
The White House

O assunto também foi levantado durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em janeiro, quando o mandatário norte-americano alegou que ninguém poderia proteger a Groenlândia melhor do que Washington. 

“Tenho respeito tremendo pelas pessoas da Groenlândia e da Dinamarca, mas acredito que nenhum outro país consiga manter a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos”, declarou ele na ocasião, causando tensão com os membros da OTAN, que expressaram solidariedade com a Groenlândia e a Dinamarca.

Mais tarde nesta terça-feira, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, que já havia criticado a lógica de Trump, reiterou sua posição na cúpula.

“É uma posição bem conhecida dos Estados Unidos que querem possuir e tomar a Groenlândia. Espero que seja igualmente conhecido em todos os lugares que isso não vai acontecer”, assegurou. Acrescentou também que não há planos para discutir em Ancara questões relacionadas ao Alto Norte, ao Ártico ou à Groenlândia.

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido também reagiu. Em coletiva, Rachel Reeves reiterou que “o futuro da Groenlândia depende do povo da Groenlândia e da Dinamarca, e não do presidente dos Estados Unidos”.

(*) Com Ansa

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