Musk perde ação contra OpenAI em disputa sobre controle da inteligência artificial
Elon Musk perdeu nesta segunda-feira (18) a ação judicial movida contra a OpenAI, após um júri federal da Califórnia concluir que o empresário apresentou o processo fora do prazo legal. O caso era considerado um dos mais importantes já levados aos tribunais sobre os rumos da inteligência artificial e colocou frente a frente algumas das figuras mais influentes do setor de tecnologia nos Estados Unidos.
Na ação apresentada em 2024, Musk acusava a OpenAI, o diretor-executivo Sam Altman e o presidente da empresa, Greg Brockman, de abandonarem a missão original da organização, que é desenvolver inteligência artificial em benefício da humanidade. Segundo o bilionário, a empresa transformou sua estrutura sem fins lucrativos em um modelo voltado ao lucro privado, favorecendo investidores como Microsoft, Amazon e SoftBank. Musk afirmou ainda ter contribuído com US$ 38 milhões para a criação da OpenAI antes da mudança de direção da companhia.
O júri deliberou por menos de duas horas e decidiu, de forma unânime, contra o empresário. A decisão afasta uma ameaça jurídica que poderia comprometer os planos de expansão da OpenAI, que prepara uma possível abertura de capital avaliada em até US$ 1 trilhão. Durante o julgamento, os dois lados trocaram acusações sobre interesses financeiros e disputa de mercado.
(Informações da France 24/7 e Euronews)
Trump ameaça Irã e pressiona por acordo de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã neste domingo (17) ao afirmar que “não sobrará nada” do país caso Teerã não avance rapidamente em direção a um acordo de paz. A declaração foi publicada na sua plataforma, Truth Social, em meio ao impasse das negociações para encerrar o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e aliados iranianos no Oriente Médio.
A guerra, iniciada após ataques de forças norte-americanas e israelenses contra o Irã em fevereiro, provocou instabilidade regional, alta nos preços da energia e dificuldades no transporte global de petróleo. O conflito também agravou a tensão no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo. Ao mesmo tempo, os confrontos entre Israel e Hezbollah seguem agravando a crise no Líbano, apesar de tentativas de cessar-fogo.
As negociações entre Washington e Teerã permanecem travadas. Agências iranianas afirmaram que os Estados Unidos não apresentaram concessões concretas nas conversas mais recentes e mantiveram exigências relacionadas ao programa nuclear iraniano. Segundo a imprensa iraniana, Washington quer limitar as atividades nucleares do país e transferir estoques de urânio enriquecido para os EUA, enquanto o Irã cobra acesso a ativos congelados no exterior e compensações pelos danos causados pela guerra.
(Informações do France 24/7)
Ex-negociadores do Brexit rejeitam retorno do Reino Unido com privilégios especiais

Ex-integrantes da equipe de negociação do Brexit afirmaram que o Reino Unido não poderá voltar à União Europeia com as condições especiais que possuía antes da saída do bloco. Segundo antigos representantes europeus, uma eventual reentrada britânica seria recebida de forma “calorosa”, mas sob regras comuns aplicadas aos demais países-membros, sem exceções relacionadas ao euro, ao Espaço Schengen ou aos descontos nas contribuições ao orçamento europeu.
As declarações surgem em meio ao retorno do debate sobre uma possível reaproximação entre Londres e Bruxelas. Lideranças do Partido Trabalhista britânico passaram a defender publicamente a reintegração do Reino Unido à União Europeia em algum momento no futuro. Políticos de renome têm se manifestado sobre o tema e defendem que qualquer mudança dependeria de novo respaldo popular por meio de eleição ou referendo.
Ex-negociadores europeus afirmam que o Brexit foi uma perda tanto para o Reino Unido quanto para a União Europeia, mas avaliam que o contexto internacional — marcado pela guerra na Ucrânia, tensões econômicas globais e pela política “America First” de Donald Trump — reforça a necessidade de cooperação estratégica entre britânicos e europeus. Ainda assim, representantes da UE destacaram que Bruxelas só consideraria uma nova adesão caso existisse consenso político duradouro no Reino Unido favorável ao retorno ao bloco.
OMS declara emergência internacional por surto de ebola no Congo e em Uganda

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional para o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda. Segundo a entidade, o avanço da doença representa risco de disseminação internacional, embora ainda não configure uma pandemia global nos termos do Regulamento Sanitário Internacional.
Até 16 de maio, foram registrados oito casos confirmados laboratorialmente, 246 casos suspeitos e 80 mortes suspeitas na província de Ituri, no leste do Congo. Em Uganda, dois casos confirmados — incluindo uma morte — foram identificados em Kampala após viagens vindas do território congolês. A OMS afirmou que há grande incerteza sobre o número real de infectados e alertou para sinais de subnotificação e de transmissão comunitária em áreas urbanas e semiurbanas.
A organização destacou ainda a preocupação com a morte de profissionais de saúde e com a ausência de vacinas ou de tratamentos específicos aprovados para a variante Bundibugyo do vírus ebola. Entre as recomendações emitidas estão o reforço da vigilância sanitária, rastreamento de contatos, controle nas fronteiras e ampliação da capacidade hospitalar nos países afetados e vizinhos. A OMS também pediu que os países não imponham restrições de viagem ou fechem fronteiras, afirmando que esse tipo de medida “não tem base científica” e pode dificultar o controle da doença.
(informações da OMS)
Juiz ordena retorno de colombiana deportada ao Congo pelo governo Trump
Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou que o governo Donald Trump providencie o retorno da colombiana Adriana Maria Quiroz Zapata, de 55 anos, deportada para a República Democrática do Congo mesmo após o país africano ter recusado oficialmente recebê-la. A decisão foi tomada pelo juiz Richard Leon, do Tribunal Distrital de Washington, que classificou a deportação como “provavelmente ilegal”.
Quiroz Zapata havia entrado nos EUA em 2024 e obteve proteção judicial contra deportação para a Colômbia, após a Justiça migratória reconhecer risco de tortura e perseguição ligada a um ex-companheiro com conexões na polícia colombiana. Segundo documentos apresentados no processo, o Congo recusou a entrada da colombiana por não dispor de condições adequadas para garantir o tratamento médico de que ela necessita, ainda assim, ela foi enviada ao país em abril e permanece no local.
O caso amplia a pressão sobre a política de deportações para “países do terceiro mundo” adotada pelo governo Trump, criticada por entidades de direitos humanos e por decisões recentes da Justiça norte-americana. Na decisão, o juiz afirmou que a colombiana enfrenta risco diário de agravamento de sua saúde, “inclusive de morte”, e determinou que o governo apresente medidas concretas para viabilizar seu retorno aos Estados Unidos.
(com informações da CNN)