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Abertura da 23ª Jornada de Agroecologia reafirma papel da Agroecologia como projeto estratégico para o país

Foto: Danielle Freitas

Da Página do MST

Como resultado da luta e resistência na construção de um projeto alternativo para a agricultura brasileira, de respeito à natureza, aos povos, seus territórios, culturas e o desenvolvimento de sistemas agroecológicos para a produção de alimentos saudáveis, ocorreu nesta quinta-feira (18), o ato de abertura da 23ª Jornada de Agroecologia, realizada no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba (PR). 

A atividade foi realizada a partir das 19h, com a presença do Reitor da UFPR, Marcos Sunye, o superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná, Nilton Bezerra Guedes; o diretor de Desenvolvimento Sustentável do Incra, José Ubiratan Santana; o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado; integrante da coordenação da Jornada de Agroecologia, Roberto Baggio, autoridades estaduais e público dos movimentos populares, indígenas, de empreendimentos solidários e da economia solidária.

Foto: Danielle Freitas

Roberto Baggio, destaca que após 23 anos de construção das Jornadas de Agroecologia no estado, as mais de 60 organizações, movimentos sociais e instituições de ensino, vem assegurando o desenvolvimento de um projeto agrícola alternativo ao modelo destruidor do agronegócio. “Hoje a gente tem os pilares do que é um projeto popular de agricultura, ligado ao conjunto da sociedade brasileira.”

Roberto Baggio. Foto: Danielle Freitas

O coordenador também comemorou o fato de que atualmente, a Jornada reúne mais de 150 empreendimentos populares, associativos, comunitários e cooperados de diversas áreas da economia, que demonstram como é possível, “a partir da realidade dos camponeses e trabalhadores urbanos, organizar um modelo de agricultura e de economia que resolve os problemas do povo. E rompe com a exploração da mão de obra, por meio do trabalho cooperativo e associativo, com geração de renda, que garante a melhoria das condições de vida.”

Baggio também ressalta a importância da parceria com a Universidade na construção das Jornadas nos últimos anos e da ciência para o avanço da agroecologia e da humanidade. “Estamos construindo um diálogo com a universidade e com a ciência para superar os problemas da agricultura. Realizar a 23.ª jornada em uma universidade pública do calibre da Universidade Federal, nos dá a certeza de que é fundamental lutar para manter a universidade pública, cada vez mais articulada com os camponeses, indígenas, quilombolas e o povo brasileiro”. 

Reitor da UFPR, Marcos Sunye. Foto: Danielle Freitas

O Reitor da UFPR, Marcos Sunye também comemorou a continuidade da pareceria com a Jornada de Agroecologia, que é realidade no espaço da Universidade desde 2017. Ele também destacou a importância de avançar na parceria já iniciada com os movimentos populares e entidades da Jornada, para o fornecimento de alimentos saudáveis ao Restaurante Universitário da universidade. “A universidade gasta mais de 30 milhões por anos com alimentação, por isso, a gente vai comprar comida da agroecologia. Estamos começando pelo campus de Palotina.”

O presidente da Fundação Banco do Brasil, André Machado, também falou sobre a importância da Jornada para o país, ao mostrar para a sociedade a diversidade e a potência da Agroecologia, como um projeto estratégico. “Pra gente é muito importante esse tipo de evento, pela dimensão da economia solidária e da agroecologia, na produção sem veneno. É um modelo de produção que propicia uma diversidade. Isso é compatível com aquilo que a gente acredita, de um modelo de desenvolvimento diferente para o país”, relata.

Assinatura de Curso de Jornalismo pelo Pronera

Durante o Ato de abertura também foi realizada a assinatura simbólica do Curso de graduação em Comunicação Social – com habilitação em Jornalismo pela UFPR, voltada para o público do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Assinatura de curso de Jornalismo do Pronera pela UFPR. Foto: Danielle Freitas

A aprovação do curso representa uma conquista de anos de luta do MST e dos movimentos populares, para a formação de profissionais da área de comunicação para os territórios do campo. A meta do curso é oferecer 50 vagas para jovens e adultos, que completaram o ensino médio e vivem em áreas de acampamentos e assentamentos de Reforma Agrária e de comunidades quilombolas, com abrangência nacional, preferencialmente das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do país.

A integrante da coordenação política pedagógica do Curso e militante do setor de comunicação do MST, Solange Engelmann, reafirmou a importância da aprovação do curso, que vem sendo construído de forma coletiva com a universidade há cerca de dois anos. 

“Com certeza teremos mais 50 comunicadores da Reforma Agrária e quilombolas daqui quatro anos. Esse é um sonho dos movimentos populares, de que a gente consiga formar os nossos profissionais, que vivem nos nossos territórios, para fazer a disputa de ideias com a sociedade e retratar a vivência da luta pela terra e pela Reforma Agrária no país”, projeta Solange.

O Curso terá duração de quatro anos e será realizado em regime de alternância, com tempo universidade e tempo comunidade, a partir da metodologia da Educação do Campo dos movimentos populares. A previsão é que o edital do processo seletivo do curso divulgado nas próximas semanas.

Sobre a 23ª Jornada de Agroecologia

A Jornada de Agroecologia chega à 23ª edição com uma programação gratuita de quatro dias de atividades, que vão domingo (21), em torno do projeto agroecológico. Realizada no Campus Politécnico da UFPR, a programação reúne mais de 30 seminários e oficinas, mais de uma dezena de atrações culturais do campo e da cidade, além de rodas de conversa, Feira da Agrobiodiversidade, Túnel do Tempo sobre os biomas brasileiros, café cultural e a Culinária da Terra. 

Nesta edição, a Feira conta com 150 produtores agroecológicos de diversas partes do país, que apresentam para o público da capital paranaense uma diversidade de produção, em hortifruti, alimentos orgânicos e agroecológicos beneficiados, sementes crioulas, artesanatos, vestuário, entre outros. Na Culinária da Terra, o público pode experimentar mais de 15 pratos típicos da cultura camponesa brasileira.

A 23ª Jornada de Agroecologia é realizada pela Associação de Cooperação Agrícola e Reforma Agrária (ACAP), com o apoio coletivo de muitas instituições, coletivos, movimentos, com destaque para a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ministério da Saúde. 

Essa edição é patrocinada pelo Sebrae, Itaipu Binacional, Fundação Banco do Brasil e Governo Federal. Tem patrocínio da Fundação Banco do Brasil, tem governo do Brasil.

Serviço

23ª Jornada de Agroecologia
Data: 18 a 21 de junho
Local: Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – Curitiba (PR)
Entrada gratuita

Horário e funcionamento do Túnel do Tempo:
19/06: das 9h às 18h
20/06: das 09h às 18h
21/06: das 9h às 10h

Confira a Programação completa AQUI: www.jornadadeagroecologia.org.br

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