
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o governo reduziu em 11 pontos percentuais as exportações afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros.
“Semana passada tivemos redução de 33% das exportações afetadas pela tarifa para 22%, tirando café, carne, frutas e outros produtos derivados. E todo empenho do governo é para tirar mais produtos do tarifaço”, destaca o vice.
Alckimin fez a fala durante lançamento, nesta quinta-feira (27), do Selo Frutas do Brasil ESG, uma certificação voluntária criada pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
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O ministro afirma que a posição do Brasil nessa negociação tem ajudado o governo federal a conquistar resultados positivos.
“Dos 10 produtos que os Estados Unidos mais vendem para nós, oito a alíquota é zero, não paga nada, e a tarifa média para entrar no Brasil o produto americano é 2,7%”, observa.
O ministro também destaca o lançamento do selo para melhorar as exportações. “É extremamente importante promover o produto brasileiro no mundo todo. A Abrafrutas, agora certificada com o selo, vai fazer o mundo conhecer os melhores sabores do Brasil”, diz.
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, considera expressivo o aumento das exportações do setor, que saltaram de aproximadamente US$ 900 milhões para US$ 1,2 bilhão, atingindo recordes.
Para ele, o selo também terá papel importante na imagem internacional do país. “O mundo irá reconhecer nosso potencial. Esses três conceitos, ambiental, social e de governança, fortalecem a imagem do Brasil no exterior e promovem nossos produtos quando temos um selo como este colocado em nossas frutas”, considera.
Práticas
A diretora de ESG da Abrafrutas, Priscilla Nasrallah, realça o momento histórico que vive a fruticultura brasileira, marcada por protagonismo, inovação e responsabilidade.
De acordo com ela, o setor já pratica há décadas: cuidado com a terra, uso eficiente de recursos naturais, inclusão social e governança ética.
Priscilla parabeniza os produtores brasileiros, que cuidam da terra como patrimônio vivo, que investem em tecnologia, monitoramento climático, uso racional de recursos naturais, inclusão social e práticas éticas de trabalho.
“Produtores que entendem que não existe futuro na agricultura sem sustentabilidade, e que não existe sustentabilidade sem pessoas”, conclui.
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