As Forças Armadas Unificadas da Alemanha (Bundeswehr) assinaram um acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF) para intensificar suas operações militares. A parceria, A parceria, anunciada em 13 de fevereiro, visa institucionalizar exercícios militares conjuntos, combater as ameaças cibernéticas e aprimorar a infraestrutura de segurança.
Na última sexta-feira (20/02), o tenente-general Christian Freuding, inspetor do Exército alemão, concluiu sua viagem a Israel, onde reuniu-se com o Comandante das IDF, o general Nadav Lotan, para assinar o acordo de cooperação entre os exércitos.
Durante a visita, destaca o comunicado da IDF, ele participou de “um sobrevoo pelas comunidades ao redor da Faixa de Gaza” e recebeu apresentações técnicas sobre “o conhecimento e as lições aprendidas durante a guerra, com foco no desenvolvimento e fortalecimento das forças terrestres”.
O acordo militar entre Alemanha e Israel inclui o desenvolvimento de uma “cúpula cibernética” para blindar a infraestrutura alemã de incursões digitais e engloba o desenvolvimento conjunto de soluções em Inteligência Artificial (IA).

Forças de Defesa de Israel (IDF)
Ele é fruto de trabalhos diplomáticos iniciados pelo Ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, e pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. “Já tivemos uma parceria de confiança no passado, que queremos fortalecer ainda mais. Israel tem ampla experiência em defesa cibernética. Queremos nos beneficiar disso”, afirmou Dobrindt, durante o anúncio da proposta.
Netanyahu também se manifestou, atribuindo “enorme importância à cooperação geral entre Israel e a Alemanha, e especialmente entre Israel e a Alemanha, nesta questão de segurança cibernética, que é uma das principais ameaças à nossa segurança interna e, de muitas maneiras, também à nossa infraestrutura e outras ameaças.”
Colaboração
A revista alemã German Foreign Policy destaca que, com o acordo, a Alemanha busca se beneficiar das “lições táticas” das operações israelenses durante a guerra em Gaza, quando a tecnologia de identificação e seleção de alvos foi amplamente empregada.
A colaboração entre a Alemanha e Israel, que ocorre desde os anos 50, foi intensificada durante a guerra em Gaza. Berlim é o segundo maior fornecedor de armamentos para Israel e respondeu, entre 2019 e 2023, por 30% das importações do país no setor de Defesa.
A indústria alemã também fornece motores MTU e transmissões Renk para o tanque de guerra Merkava 4, sendo crucial às operações terrestres israelenses. A Bundeswehr, por sua vez, utiliza dados israelenses do campo de batalha para aprimorar sua doutrina de Defesa.
Em dezembro de 2025, a primeira unidade do sistema de defesa antimíssil Arrow 3, de fabricação israelense, entrou em operação no leste da Alemanha. A aquisição do equipamento, inicialmente em US$ 3,5 bilhões, foi prorrogada, chegando a US$ 6,5 bilhões, o que gerou questionamentos internos.
Além de bilhões de euros em exportações de armamentos de ambos os lados, a cooperação acordada inclui treinamento militar e manobras conjuntas. Há mais de dez anos, rememora a reportagem da revista alemã, foi relatado que cerca de 110 militares alemães seriam destacados para o Centro de Treinamento de Guerra Urbana Tse’elim. “O combate casa a casa e guerra em túneis faziam parte do programa de treinamento”, afirma o texto.
Treinamentos
A reportagem também destaca que, desde 2017, a Alemanha integra de forma recorrente as manobras aéreas bienais “Bandeira Azul”, ao lado dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Grécia e da Índia. E que, desde 2019, pilotos alemães de drones são treinados na base aérea israelense de Tel Nof, no esquadrão Barão Vermelho.
Outro exemplo da intensa cooperação ocorreu em 2020, quando a Força Aérea Israelense (IAF) participou pela primeira vez de exercícios de guerra aérea na Alemanha, no âmbito da OTAN.
A estreita relação entre os dois países, ressalta a reportagem, também foi marcada quando general Ingo Gerhartz, atual comandante do Comando Conjunto Aliado da OTAN, em Brunssum, escolheu Israel como seu primeiro destino oficial ao assumir o cargo de Inspetor da Força Aérea, em 2018; o país também foi seu último destino no cargo, em 2025.
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