
O escritor luso-brasileiro António Paixão, heterônimo de Durval de Noronha Goyos Jr. (jurista, ex-presidente da UBE; da Academia de Letras de Portugal e diretor do Sindicato dos Escritores – SP), retorna à prosa ficcional com O Banquete do Paixão, uma obra singular que mistura crítica literária, sátira social e uma dose generosa de humor. O enredo trata de um simpósio fantasioso e escandalosamente culto sobre a figura do “corno” na história da literatura, tema explorado com erudição e irreverência em igual medida. O objetivo de Paixão foi colmar as lacunas na temática do amor e corrigir alguns desvios do Simpósio de Platão.
Reunindo personagens fictícios e heterônimos excêntricos — como o frei dominicano, o professor chinês adepto do “marxismo de mercado”, um cantor napolitano refugiado da Camorra, um mercenário vate inglês, o camareiro alagoano versado em cordel e um professor argentino —, Paixão comanda um colóquio digno de uma rediviva República das Letras, na qual o adultério é debatido sob as lentes da filosofia, da psicologia, da sociologia, da história da literatura e da sabedoria popular.

A análise percorre milênios e culturas, da Grécia Antiga, passando pela China da Revolução Cultural à literatura brasileira contemporânea, num desfile de referências que lembram a verve enciclopédica de Umberto Eco, com o tempero tropical de um botequim boêmio do Bixiga. O Banquete do Paixão é, ao mesmo tempo, uma celebração da palavra, um tratado não oficial da “cornocultura” e um compêndio afetivo da arte de amar (e ser passado para trás). Acompanha a obra um Altaneiro Glossário Cornográfico, com léxicos em 8 línguas.
Um banquete visual
O primoroso texto encontra par à altura nas ilustrações: todas as caricaturas que acompanham a obra são assinadas por Xavi, premiado ilustrador, caricaturista e artista plástico.
Sobre o autor
António Paixão, também conhecido como Bardo do Bixiga é um jornalista permanentemente desempregado por opção própria e adepto do ócio criativo. Fiel torcedor do Timão, foi um dos fundadores da Gaviões da Fiel, força primordial do processo civilizatório brasileiro. Mora numa maloca no Bixiga com sua companheira, a sorveteira Gigi Dell’Amore. Paixão acorda pontualmente às 18:00 horas, mais ou menos, para tomar o seu vinho da manhã e parte para o trabalho nos bares da Baixa Augusta, mantendo a saudável dieta exclusiva. É autor de 4 livros, inclusive do antifascista Annus Horripileis 2020, pelo qual recebeu em Lisboa o prêmio fictício IG-Nóbil, além de contos e poemas esparsos em antologias, inclusive do aclamado O Cavaleiro da Iniquidade.
SERVIÇO
Lançamento do livro: O Banquete do Paixão
Autor: António Paixão (heterônimo de Durval de Noronha Goyos Jr.)
Data: Terça-feira, 11 de novembro, das 18h às 21h
Local: Livraria Martins Fontes — Av. Paulista, 509, Bela Vista, São Paulo (SP)
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Edição: Bárbara Luz
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