
A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a superar a desaprovação pela primeira vez desde dezembro de 2024, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente, enquanto 47% desaprovam. Outros 5% não souberam ou não responderam. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os índices estão tecnicamente empatados.
O resultado, no entanto, confirma a trajetória de recuperação da avaliação do governo nos últimos meses.
Em abril, a aprovação estava em 43%, contra 52% de desaprovação. Em maio, os índices passaram para 46% e 49%. Em junho, a distância caiu para apenas um ponto, com 47% de aprovação e 48% de desaprovação.
| Mês | Aprovação | Desaprovação |
| Abril | 43% | 52% |
| Maio | 46% | 49% |
| Junho | 47% | 48% |
| Julho | 48% | 47% |
A avaliação geral da administração também melhorou. O governo é considerado positivo por 36% dos entrevistados e negativo por outros 36%. Para 26%, a gestão é regular, enquanto 2% não responderam.
Em março, a avaliação negativa chegava a 43%, enquanto a positiva era de 31%. Desde então, o percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo caiu sete pontos, enquanto a avaliação positiva avançou cinco.
A recuperação foi mais forte entre os eleitores independentes, que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo. Nesse grupo, a aprovação passou de 32% em abril para 45% em julho. A desaprovação, que chegou a 58%, também caiu para 45%.
O governo mantém seus maiores índices de aprovação no Nordeste, onde alcança 61%, entre os beneficiários do Bolsa Família, também com 61%, e entre as famílias com renda de até dois salários mínimos, segmento em que chega a 58%.
Entre os evangélicos, setor no qual o governo ainda enfrenta maior resistência, a aprovação avançou de 28% em abril para 37% em julho. A desaprovação nesse grupo é de 58%.
A Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.
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