
O fim da escala da exploração, da violência de gênero, do preconceito e das demais doenças do capitalismo chegará quando nossos núcleos estiverem saudáveis e combativos, nosso partido for um partido de milhões e alcançarmos uma revolução socialista!
Redação PR
BRASIL – A classe trabalhadora é a classe mais organizada, disciplinada e pontual. Para sobreviver, precisamos organizar nossas finanças, nosso tempo e nossas tarefas diariamente. Um núcleo da Unidade Popular deve se inspirar nesta disciplina proletária e se organizar da mesma forma.
Por isso, é essencial definirmos datas fixas para nos reunir, garantir que a reunião aconteça e destacar os responsáveis por cada função. Por exemplo, a pessoa responsável pela coordenação precisa dedicar tempo para preparar reuniões e estudos a fim de que cada encontro tenha como resultado o avanço político dos seus participantes.
Boas práticas dos núcleos
Um núcleo saudável é um núcleo que se reúne com regularidade e é capaz de se envolver nas atividades cotidianas, como brigadas, cursos e panfletagens. Gabriella Martires é coordenadora em Foz do Iguaçu e contou ao Jornal A Verdade que o núcleo se reúne presencialmente a cada 15 dias. “Falo bastante com os secretários durante a semana, fazemos um calendário de lutas e planejamos juntos as reuniões. Além disso, as reuniões presenciais inspiram mais comprometimento e o cumprimento das tarefas durante a semana”, disse Gabriella.
Por isso, é uma boa prática debater coletivamente os assuntos, com base no centralismo democrático e tomar decisões a partir da realidade dos nossos locais de atuação. Nossos núcleos precisam ser tribunas do povo, escutar as demandas dos bairros, escolas, fábricas e organizar os moradores e trabalhadores construindo greves, ocupações e outras ações para melhorar sua condição de vida e avançar na luta por uma sociedade socialista.
O núcleo Parolin (periferia de Curitiba), por exemplo, começou a partir de brigadas realizadas no bairro. Em uma das brigadas, nossos camaradas conheceram Isete e Reinaldo, que têm uma cozinha comunitária na favela há 21 anos. “Desde o começo, perceberam não éramos os oportunistas que aparecem, tiram foto e não voltam mais. Essa relação de confiança construída com trabalho duro e cotidiano. Ter esse local de apoio no bairro foi e é fundamental para construir a luta no Parolin”, disse Jacson, coordenador do núcleo.
É importante lembrar que a UP nasceu do esforço conjunto dos militantes do MLB, MLC, Movimento de Mulheres Olga Benário e UJR, dirigidos pelo nosso partido irmão PCR. Portanto, a partir de sua fundação, se torna responsabilidade da Unidade Popular também construir e ingressar nas fileiras desses movimentos e contribuir para sua construção na prática.
“Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário”
Essa famosa frase de Lênin reforça que não adianta estar presente nas manifestações, nas brigadas e panfletagens nas portas das fábricas e promover plenárias de apresentação da Unidade Popular se os membros do nosso núcleo não estiverem em dia com a teoria revolucionária.
Por isso, também é preciso destacar um responsável por organizar as brigadas do Jornal A Verdade, as panfletagens e as tarefas de Agitação e Propaganda. Se o Jornal A Verdade, nosso principal organizador coletivo, não estiver no centro do debate da nossa militância, seremos como uma bússola quebrada, incapaz de apontar o caminho da revolução. É fundamental, avançarmos nossa relação com o jornal e encarar cada brigada como um importante ato político.
Afinal, sem um jornal, dedicado às massas populares é impossível disputar a consciência do nosso povo. Sem a teoria revolucionária, os trabalhadores chegarão às nossas fileiras e não saberemos como organizar sua revolta, nossa prática será falha porque nossas decisões nos levarão a lutas infrutíferas e logo nosso partido e nossa luta se dissolverá em suas derrotas.
Além disso, também devemos estudar todos os dias, por pelo menos 30 minutos, os livros das Edições Manoel Lisboa, ler, debater e escrever para o Jornal A Verdade. Só assim, vamos conseguir enxergar as raízes do sofrimento do nosso povo para travar o combate correto.
Ampliar a autossustentação do partido para chegar a mais brasileiros
Por fim, ter uma secretaria de finanças ativa e responsável por desenvolver planos de finanças para que nosso partido seja capaz de financiar seus materiais de propaganda e suas lutas também é uma boa prática.
Devemos entender e defender a autossustentação do nosso partido, que não depende financeiramente de nenhuma instituição burguesa, como grandes empresas ou bancos.
Essa política nos garante ter independência política sobre que falamos e fazemos, afinal, “quem paga a banda escolhe a música”. E a sinfonia socialista só pode ser regida pelo conjunto dos trabalhadores.
Cada diretório, cada núcleo e cada militante precisa se sentir responsável pela construção material do nosso partido, saber que cada contribuição individual e atividades de finanças vão garantir a impressão de panfletos, jornais da UP, contas e alugueis das sedes do partido e viagens para reuniões e eventos em outras cidades e estados.
“O plano de finanças é uma ferramenta fundamental para o núcleo, pois permite articular as lutas que estamos travando com os recursos necessários para impulsionar nossas atividades. Essas finanças devem envolver o núcleo como um todo, dialogar com a população e convidá-la para a luta. Só assim conseguiremos avançar de forma coletiva e consistente”, disse Juliane Mendes, membro da secretaria estadual de finanças do Paraná.
Os partidos da burguesia movimentam bilhões todos os anos para enganar nosso povo e eleger seus representantes, os militantes da Unidade Popular devem usar a criatividade para garantir que nossa mensagem chegue a todos os trabalhadores nos quatro cantos do Brasil.
O fim da escala da exploração, da violência de gênero, do preconceito e das demais doenças do capitalismo chegará quando nossos núcleos estiverem saudáveis e combativos, nosso partido for um partido de milhões e alcançarmos uma revolução socialista!