
Os fertilizantes são essenciais para a economia brasileira, uma vez que o país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Nesse contexto, a Petrobras fez o importante anúncio, nesta quinta-feira (14), de que o Brasil alcançará 35% da demanda nacional.
Com o incremento na produção, o governo do presidente Lula reverte a iniciativa lesa-pátria imposta pelos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro, que iniciaram um processo de privatizações e desinvestimentos no setor de fertilizantes, o que impactou diretamente os custos dos produtores rurais.
A ação de saída do setor por Temer e Bolsonaro aumentou a dependência externa de adubos. Para piorar, o produto encareceu no mercado externo nos últimos anos, pois a Rússia, um dos maiores produtores mundiais e de onde o Brasil mais compra, entrou em guerra com a Ucrânia.
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A trágica situação legada ao país pela política irresponsável aprofundada por bolsonaristas só começou a ser revertida com o retorno do presidente Lula à presidência em 2023, que retomou os investimentos estratégicos no setor pela Petrobras.
Assim, a estatal retornou ao segmento de fertilizantes e reabriu as frentes de obra em plantas hibernadas, que estavam em processo de venda. São elas:
- Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari (BA);
- Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), em Laranjeiras (SE);
- Fábrica de Fertilizantes de Araucária (Ansa), em Araucária (PR); e
- Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Três Lagoas (MS).
Fertilizantes Nitrogenados da Bahia
O presidente Lula esteve em Camaçari (BA), na quinta-feira, em visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), que retomou a produção em janeiro de 2026.
“O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, disse Lula.
A afirmação do presidente indica que, com a retomada do setor, o país deixará de atender apenas 10% da demanda nacional para alcançar 35% nos próximos anos.



A entrada da Fafen Bahia elevará a produção de ureia (principal fertilizante nitrogenado utilizado no Brasil) para 20% do mercado interno e a entrada da produção da unidade de Três Lagoas (MS), em 2029, levará, efetivamente, o país a produzir pouco mais de um terço de suas necessidades. A fábrica de Camaçari contou com investimento de R$ 100 milhões e tem capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia.
“É isso que nós estamos fazendo aqui, reabrindo e aumentando a produção de gás no Brasil, aumentando a produção de gás do pré-sal e produzindo energia, termoeletricidade e também fertilizantes. É nessa direção que nós vamos prosseguir”, celebrou a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard.
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