
O grande destaque da balança comercial 2025 é a consolidação da China como principal motor do comércio exterior brasileiro. De acordo com o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), a corrente de comércio bilateral ( a soma das importações e importações) saltou para US$ 171 bilhões, um crescimento de 8,2% em relação a 2024. O volume é mais que o dobro do registrado com os Estados Unidos (US$ 83 bilhões).
A pauta exportadora para a China segue ancorada em setores baseados em commodities tanto no agronegócio com a venda de soja, carne bovina e açúcar, quanto na Indústria de base que exporta celulose e ferro-gusa.
No sentido contrário, o CEBC aponta avanços na importação de produtos ligados à conectividade e a investimentos produtivos chineses em solo brasileiro. O que sinaliza que a parceria começa a transbordar para áreas de tecnologia e infraestrutura.
O contraste com o protecionismo estadunidense
Enquanto a relação com a China se intensifica, o comércio com os Estados Unidos enfrenta ventos contrários. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano caíram 6,6%, somando US$ 37,7 bilhões. O recuo reflete diretamente as tarifas impostas por Washington a partir de abril do ano passado.
Mesmo assim, o Brasil manteve relevância como mercado para produtos estadunidenses: as importações oriundas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando cerca de US$ 45 bilhões, o equivalente a 16,1% do total importado pelo país.
Balança comercial positiva
O Brasil encerrou 2025 com resultados vigorosos na balança comercial. Segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras alcançaram o recorde de US$ 348,7 bilhões. Com importações de US$ 280,4 bilhões, o país garantiu um superávit robusto de US$ 68,3 bilhões, fortalecendo reservas nacionais e a estabilidade econômica.
Desafios para o futuro
Analistas destacam que o Brasil precisa aproveitar o excelente relacionamento com o bloco do Sul Global para promover a reindustrialização. Principalmente, para agregar valor às exportações, aproveitando os investimentos chineses em tecnologia e infraestrutura. De maneira que o país não seja apenas fornecedor de matérias-primas, mas se consolide como exportador industrial e tecnológico no século XXI.
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