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Brasil reduz área queimada em 39% e reforça combate a incêndios

O Brasil registrou queda de 39% na área queimada em 2025 na comparação com a média dos oito anos anteriores, resultado atribuído às políticas de prevenção e combate a incêndios implementadas pelo governo federal desde 2023. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), junto com um pacote de ações para enfrentar a próxima temporada de queimadas, prevista para se intensificar ao longo de 2026.

Segundo levantamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA/UFRJ), a redução foi significativa em diferentes biomas. No Pantanal, a área queimada caiu 91%; na Amazônia, 75%; na Mata Atlântica, 58%; e no Pampa, 45%.

Durante coletiva no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que os resultados refletem uma nova política de gestão ambiental baseada em planejamento e integração entre diferentes esferas de governo. “Confere a base não apenas para a atuação do governo federal, mas também para que os estados possam se organizar e agir de acordo com as dinâmicas e especificidades dos incêndios em suas regiões”, afirmou.

Ela acrescentou que o objetivo da estratégia é evitar que o combate ao fogo ocorra apenas em momentos de crise. “É planejar, prevenir e combater e, sobretudo, assegurar que essas iniciativas não sejam apenas reativas, acionadas quando a crise já está instalada, mas políticas permanentes, estruturadas e contínuas”. Acesse aqui a apresentação feita antes da entrevista coletiva

Nova governança do fogo

O governo atribui a redução das queimadas à implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada em 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A política estabelece cooperação entre União, estados, municípios, setor privado, povos indígenas, comunidades tradicionais e sociedade civil para prevenir e controlar incêndios florestais.

De acordo com o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o modelo integrado é fundamental para antecipar riscos e melhorar a resposta do poder público.

“A ação integrada entre os diferentes níveis de governo, o setor privado e a sociedade civil são fundamentais. A eficiência da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo depende da identificação e da ação imediata”, afirmou.

Emergência ambiental e reforço de brigadas

Entre as medidas para 2026 está a Portaria GM/MMA nº 1.623/2026, que declara emergência ambiental por risco de incêndios em áreas vulneráveis do país. O instrumento permite a contratação emergencial de brigadistas e orienta ações preventivas nos períodos de maior risco.

O plano federal prevê mobilização de 246 brigadas florestais, sendo 131 do Ibama e 115 do ICMBio, com a contratação de 4.410 brigadistas e apoio de cerca de 250 servidores permanentes. A operação contará ainda com helicópteros, aviões para lançamento de água, embarcações e centenas de veículos e equipamentos especializados para o combate ao fogo.

Monitoramento mais avançado

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que o país ampliou sua capacidade de monitoramento ambiental.

“Antes, contávamos basicamente com dados de focos de calor. Agora, passamos a ter monitoramento diário das áreas queimadas em todo o Brasil. Isso representa um ganho expressivo de qualidade e na capacidade de resposta”.

Alerta para seca e ondas de calor

Apesar da queda registrada em 2025, o governo alerta para o aumento do risco climático neste ano. Especialistas indicam que o fenômeno La Niña deve se encerrar entre fevereiro e abril, abrindo espaço para a possível intensificação do El Niño a partir do segundo semestre — cenário que tende a reduzir chuvas e aumentar a probabilidade de incêndios florestais.

“Estamos trabalhando com a tendência de que, a partir do segundo semestre deste ano, o país enfrente uma situação mais crítica e intensa de seca e de ondas de calor, o que, consequentemente, eleva o risco e o perigo de incêndios florestais”, alertou o secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima.

Além do reforço operacional, o governo também aposta na ampliação de áreas protegidas e na redução do desmatamento como estratégias estruturais para conter queimadas e proteger os biomas brasileiros.

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com informações do Governo Federal

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