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Brasil vira líder global no Instagram e domina redes antes da Copa

A Seleção Brasileira entrou em campo nas redes sociais antes mesmo da bola rolar na Copa do Mundo FIFA 2026 — e saiu na frente. Entre dezembro de 2025 e junho de 2026, o Brasil ganhou 7,9 milhões de novos seguidores em suas plataformas digitais, o maior crescimento absoluto entre as 60 seleções monitoradas pelo Ranking Digital Global das Seleções de Futebol, divulgado pelo Ibope Repucom nesta terça-feira (9).

O número coloca o Brasil em uma posição inédita: pela primeira vez na história, a Seleção assume a liderança do Instagram entre todas as equipes nacionais, com 22,9 milhões de seguidores — superando Portugal, que conta com 22 milhões de inscritos e que durante anos se beneficiou com a exposição de Cristiano Ronaldo para liderar a plataforma. Completam o top 5 do Instagram a França (16,9 milhões), a Argentina (14,6 milhões) e a Inglaterra (12,4 milhões).

TikTok: o maior salto

Se o Instagram registrou uma virada histórica, foi no TikTok que o crescimento brasileiro mais surpreendeu. Em dezembro de 2025, o perfil da Seleção ocupava a 22ª posição na plataforma, com cerca de 700 mil seguidores. Seis meses depois, havia acumulado mais 3,6 milhões de inscritos e saltado para o 7º lugar no ranking global — o maior crescimento absoluto entre todas as seleções acompanhadas pelo Ibope Repucom.

Juntos, Instagram e TikTok responderam por 96% de toda a expansão digital da Seleção no período, somando aproximadamente 7,6 milhões dos 7,9 milhões de novos seguidores conquistados nas cinco plataformas monitoradas — Facebook, X (antigo Twitter), Instagram, YouTube e TikTok.

Presença consolidada em outras plataformas

Mas o domínio brasileiro nas redes não se restringe às plataformas de maior crescimento. No Facebook, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mantém a maior página entre todas as seleções do mundo, com 12 milhões de inscritos. No YouTube, o canal da Seleção é o terceiro maior, com 2,1 milhões de inscritos, atrás apenas de França e Inglaterra.

No ranking geral de audiência digital — que consolida o desempenho em todas as plataformas —, a CBF ocupa a 2ª colocação, com 46,4 milhões de seguidores, tendo retomado a posição à frente da Inglaterra.

A virada que começou com uma mudança de nome

Parte desse crescimento tem uma origem concreta: em meados de 2025, a CBF adotou a estratégia de renomear o perfil oficial no Instagram de “CBF” para “Brasil”. A medida, aparentemente simples, facilitou o reconhecimento do perfil por torcedores de outros países e impulsionou o engajamento. Somente em 2026, a Seleção acumulou quase 3 milhões de novos seguidores na rede social — e você pode ser mais um se clicar no banner abaixo.

Para especialistas em marketing esportivo, no entanto, o “rebranding” foi apenas o pontapé inicial. A consolidação do crescimento exigirá produção de conteúdo em diferentes idiomas, parcerias regionais e narrativas capazes de conectar emocionalmente novos públicos ao redor do mundo — um processo que vai muito além de uma mudança de arroba.

“Mudar o @ facilita o reconhecimento fora do Brasil, mas não gera tração por si só, é preciso sustentar o movimento com campanhas consistentes, produção de conteúdo em diferentes idiomas, parcerias regionais e narrativas que conectem emocionalmente com novos públicos. A internacionalização digital não acontece com um rebranding pontual, e sim com frequência, coerência e investimento em cultura local”, afirmou Wagner Leitzke, head de digital da Agência End to End.

Paixão popular que a CBF precisa honrar

Os números impressionam, mas revelam algo que vai além de qualquer estratégia de comunicação institucional: a força do vínculo afetivo entre o povo brasileiro e sua seleção. São milhões de torcedores que seguem, compartilham e torcem — não pela gestão da CBF, mas pelo escudo verde e amarelo que carregam no peito.

Uma entidade que é historicamente marcada por escândalos, má gestão e distância dos torcedores colhe hoje um resultado construído, essencialmente, pela paixão popular. Esse engajamento nas redes — inédito, inclusive — impõe à confederação uma enorme responsabilidade: de que a grandeza digital da Seleção se converta em transparência, respeito ao torcedor e futebol de qualidade — tanto dentro, quanto fora do campo.

A Copa do Mundo começa em junho, mas as redes já escolheram o seu favorito.

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com agências

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