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“Brasileiros não podem ser impedidos de exercer cidadania”, dizem centrais

As centrais sindicais no Brasil divulgaram neste domingo (25) nota na qual condenam os supostos crimes eleitorais pela falta de transporte público que prejudicaram milhões de eleitores em diversas cidades brasileiras, que não puderam votar.  

“Brasileiros não podem ser impedidos de exercer a cidadania”, dizem as centrais. As entidades representativas dos trabalhadores querem identificar os responsáveis, esclarecer as denúncias e evitar algum prejuízo ao eleitor.

Por omissão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o bolsonarista Kássio Nunes Marques, o pedido de prorrogação do horário das eleições, feito pelos advogados da coligação do presidente Lula (PT), não foi atendido.

Leia mais: Após omissão do TSE, STF garante direito à votação até 19 horas

Desse modo, coube outra solicitação para o Supremo Tribunal Federal (STF) onde o relator sorteado foi o ministro Cristiano Zanin, que determinou, depois das 17h, a extensão da votação até as 19h, mas muitas urnas já estavam fechadas.

Confira a íntegra da nota das centrais:

Brasileiros não podem ser impedidos de exercer a cidadania

É inadmissível que, em uma democracia, em pleno século 21, cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta.

É o que, infelizmente, presenciamos neste 25 de outubro, dia do segundo turno da eleição presidencial, em diversas cidades do Brasil. Contrariando uma ordem do STF que determina que o transporte público em dia de eleição deve operar com 100% de sua capacidade, algumas cidades restringiram a frota, deixando milhares de eleitores nos pontos de ônibus, sem saber se conseguiriam chegar às urnas — e, em alguns casos, sem conseguir.

Além dos ônibus urbanos, há também denúncias de restrições inexplicáveis em outros meios de transporte, como voos e barcas no rio Amazonas.

Trata-se de uma situação que fere a democracia e exige providências imediatas.

Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização uma atuação efetiva.

Mais do que identificar responsabilidades entre as administrações estaduais e municipais, é necessário esclarecer as denúncias e garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte.

São Paulo, 25 de outubro de 2026.

Sérgio Nobre, presidente da CUT
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT
Adilson Araújo, presidente da CTB
Sonia Zerino, presidente da NCST
Antonio Neto, presidente da CSB
Antonio Gozze, presidente da Pública

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