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Britânicos marcham contra cumplicidade do Reino Unido ao genocídio em Gaza

Milhares de pessoas se mobilizaram neste sábado (19/07) nas avenidas de Londres para repudiar a agressão militar israelense contra a Faixa de Gaza e exigir ações concretas da nova liderança do governo. O protesto massivo exigiu o fim imediato do cerco que tem tirado a vida de mais de 73 mil palestinos desde outubro de 2023.

Os manifestantes exigiram formalmente que o novo governo de Andy Burnham, que assumirá como primeiro-ministro do Reino Unido, na próxima segunda-feira (20/07), aplique um embargo total de armas contra Tel Aviv para impedir definitivamente o massacre. Organizações sociais denunciaram que o Reino Unido não pode continuar financiando diretamente violações de direitos humanos nos territórios ocupados.

O embaixador palestino no Reino Unido, Husam Zomlot, destacou o crescimento global do movimento popular por justiça internacional e responsabilização por crimes de guerra. Zomlot liderou a marcha pela capital carregando bandeiras denunciando a impunidade e o colonialismo perpetrados pelo sionismo.

O Partido Trabalhista tem sido fortemente criticado por manter uma postura de cumplicidade ativa sob o primeiro-ministro cessante Keir Starmer. Os comitês de solidariedade apontaram que as sanções contra ministros extremistas em Tel Aviv são apenas medidas cosméticas que não impedem o fluxo de armamentos para a potência ocupante.

Britânicos marcham contra cumplicidade do Reino Unido ao genocídio em Gaza
@hzomlot/ Instagram

A mobilização popular também contou com a presença do líder de esquerda Jeremy Corbyn, que instou o novo governo a romper os laços militares e econômicos que sustentam o apartheid. Corbyn reafirmou à multidão que as bases sociais britânicas continuarão a se mobilizar permanentemente até que a libertação total da Palestina seja alcançada.

O novo premiê assume o poder em meio a uma profunda crise interna marcada pelo alto custo de vida e pela rejeição da liderança trabalhista. Somado ao cenário doméstico, está a pressão de um população organizada que afirma que não irá tolerar o silêncio diante do extermínio no Sul Global.

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