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Busca por sobreviventes continua enquanto mortos chegam a 1.450 na Venezuela

Sobe para 1.450 o número de mortos pelos terremotos que devastaram a Venezuela na última semana, segundo balanço divulgado neste domingo (28) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Outros 3.150 ficaram feridos e 12.721 famílias foram diretamente afetadas em sete estados do país. A ONU estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas — e as próprias autoridades venezuelanas reconhecem que o número de vítimas deve crescer à medida que as buscas prosseguem.

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Segundo informações do jornal venezuelado El Universal, os danos materiais são imensos. Das 764 edificações atingidas, 189 desabaram completamente e outras 575 sofreram danos parciais. O total de infraestruturas comprometidas chega a 2.501, entre elas 38 hospitais — já em processo de reparação —, 44 centros comerciais e 1.635 estruturas diversas, incluindo pontes e rodovias. O governo venezuelano afirmou ter atendido 73.937 famílias e distribuído mais de 7,2 milhões de quilos de alimentos nas zonas afetadas. Mais de 1.600 socorristas estrangeiros já chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.

Brasileiros entre as vítimas

Dois cidadãos brasileiros estão entre os mortos. Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, moradora do Distrito Federal, vivia há aproximadamente dois meses em La Guaira, uma das regiões mais destruídas pelos tremores. O pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, de Uberlândia (MG), foi atingido pelo desabamento de uma parede enquanto tentava se proteger junto com a esposa. Os dois chegaram a ser resgatados, mas ele não resistiu. O governo federal informou que presta assistência consular às famílias de ambas as vítimas.

Outros 13 brasileiros que estavam na Venezuela durante o terremoto foram repatriados pela FAB. Eles procuraram a embaixada em Caracas após o fechamento do aeroporto comercial da capital e retornaram ao Brasil na mesma aeronave que havia transportado carga humanitária — pousando no Rio de Janeiro na manhã deste domingo.

Brasil envia 4º voo humanitário

A missão humanitária brasileira chegou à Venezuela na noite de sexta-feira (26) e iniciou operações no sábado (27) em Vargas, município do estado de La Guaira. Coordenada pelo diretor de Preparação e Socorro da Defesa Civil Nacional, Armin Braun, a equipe já resgatou pelo menos duas pessoas com vida e trabalhava no resgate de uma criança soterrada. As operações seguem em curso.

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Ao todo, a FAB realizou quatro voos de apoio. O conjunto da operação comporta 71 bombeiros, 4 especialistas da Defesa Civil, um hospital de campanha operado por 48 militares da Marinha, 100 purificadores de água solar — com capacidade de 5.000 litros por dia cada um — e mais de 100 mil medicamentos e insumos médicos. O quarto voo, com 35 bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais, partiu de Guarulhos neste domingo (28) para reforçar as equipes que já atuam em La Guaira.

Segundo o Itamaraty, “a operação, determinada pelo Presidente Lula, é um esforço que envolve a Casa Civil, a Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty, o Ministério da Defesa e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, com contribuição de governos estaduais.”

O desastre

Os dois sismos ocorreram na noite de quarta-feira (24) com intervalo de menos de um minuto entre si, atingindo magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter — os mais intensos registrados no país em mais de cem anos. Cerca de 20 réplicas se seguiram, ampliando a destruição em Caracas e em outras cidades. A baixa profundidade dos abalos potencializou os estragos na superfície. Diante da gravidade da situação, a presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência nacional e fez apelo à comunidade internacional por assistência humanitária.

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com agências

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