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Campanha de Lula diz que irá denunciar à OEA postura intervencionista da Meta

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou à Organização dos Estados Americanos (OEA), nesta quarta-feira (14/10) uma denúncia sobre a atuação da empresa Meta contra sua campanha para a reeleição à Presidência da República.

A iniciativa segue ação no mesmo sentido apresentada dias antes ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também sobre problemas detectados desde o primeiro turno nos perfis e canais de Lula nas plataformas da Meta, como WhatsApp, Instagram e Facebook, e que seguem sendo observado durante este segundo turno.

A denúncia à OEA, porém, inclui um fato novo que veio à tona nesta terça-feira (13/10), quando alguns influenciadores de esquerda perceberam que a inteligência artificial do WhatsApp se recusava a produzir materiais sobre Lula, mas permitia a produção do mesmo material a favor do seu adversário, o senador de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o coordenador da campanha de Lula, o ex-ministro da Educação Camilo Santana,, “não se pode admitir essa interferência que está ocorrendo aqui das big techs, principalmente da Meta, nestas eleições”.

Santana explicou que os representantes da campanha petista também devem se reunir nesta mesma quarta com observadores de 12 países, incluindo Estados Unidos e Reino Unido, que estariam acompanhando os acontecimentos das eleições brasileiras.

“A gente quer deixar muito claro que, mais uma vez, a campanha vem denunciar a interferência externa nas eleições e nós sabemos o peso que têm as redes sociais hoje com a eleição presidencial, principalmente uma eleição curta, de poucos dias, como é o segundo turno”, ressaltou o coordenador petista.

Já o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, salientou que o ocorrido contra a campanha de Lula também foi observado em outras eleições recentes na América Latina.

“Aconteceu na Colômbia, em Honduras e no Chile, mas o que está acontecendo agora no Brasil é um outro patamar de manipulação, não é razoável que a página oficial do presidente da República, candidato à reeleição, fique sem o botão de repost indisponível durante tantas horas como tem ficado”, criticou Valadares.

‘Erros técnicos’

A Meta, empresa de Mark Zuckerberg que controla Facebook, Instagram e WhatsApp, reconheceu a ocorrência de “falhas técnicas” envolvendo publicações e anúncios da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas negou qualquer interferência eleitoral em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

A resposta foi apresentada nesta segunda-feira (12/10), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar que a empresa prestasse esclarecimentos, em 48 horas, sobre as denúncias formuladas pela coligação de Lula, que também acionou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A campanha petista acusa a empresa de Zuckerberg de restringir sistematicamente a circulação de conteúdos do presidente nas redes sociais, em meio à disputa do segundo turno presidencial.

“A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro“, afirma o PT.

A Meta nega a interferência eleitoral. Em comunicado, a empresa declarou que “o Facebook Brasil repudia categoricamente tal premissa. A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados”.

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